<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720</id><updated>2011-12-25T11:45:55.084-02:00</updated><category term='brisa'/><category term='rasgo'/><category term='dorinha'/><category term='gostados'/><category term='celeste'/><title type='text'>vitrola</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>87</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6391838415513198384</id><published>2011-12-25T11:45:00.002-02:00</published><updated>2011-12-25T11:45:55.088-02:00</updated><title type='text'>Natalino</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E eu andei pensando no Deus. No natal. Em bacalhau. Sorvete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nossa, eu fiquei pensando no dia em que pari um rio dentro de mim: naquele dia em que as nuvens flutuavam dentro dos meus olhos. Fiquei pensando, aquele dia. E eu lembrei que foi a mesma sensação de quando estive no meio de um cardume de centenas de peixes prateados, de olhos vermelhos, brilhando dentro da água e eu sugando ar e eu com olhos arregalados guardados dentro daquela máscara. E os peixes me fazendo o centro de seu redemoinho. O cerne do movimento. Aquelas escamas luminosas. Porque a gente não come escamas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Jesus é a escama luminosa que eu engoli, agora eu carrego todo aquele oceano dentro de mim. Carrego todos os mares e até a areia e até os corais. Jesus entra carinhando o coração. Faz crescer grama lá dentro, todas as margaridas são convidadas a florescer, as árvores ficam frutíferas. Ele faz do nosso peito um pequeno paraíso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso que é natal então: lamber luz e resplandecer para sempre. Sente o vento agora, ouve se Deus não está sussurrando. Fecha os olhos e vê o mar, vê se ele não canta para você. Deus não é uma gostosura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas que silêncio bom esse onde a paz reside. As más lembranças murcham, os medos desvanecem e a perseverança se espraia, a tranquilidade se esparrama nas nossas cabeças e a gente consegue ver o céu. A gente vê átomos de tungstênio, arco-íris, pirulito Zorro: só coisa rara, só coisa chique. Eu adoro os planinhos de Deus, sempre mirabolantes, manjedouras, faraó, marsefecha - mar &amp;nbsp;&amp;nbsp;se &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;abre, e cura cego, e virgem fica grávida, e sonha daqui e aperto de lá. Eu queria era entender Deus, para poder opinar melhor sobre os assuntos celestiais, meter o malho no diabo e aprofundar relacionamentos divinos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tenho para mim que esse nascimento de Jesus é o marco teórico da Trindade, o conceito-chave. Teologia. Com a alma a gente vai compreendendo Deus, a gente vai pulsando ando, ando com ele: coração com coração. Ah, bendita escama prateada, tudo é diferente agora. Vivo num espiral de contentamento e esperança. É, Zézuis nasceu: em mim. Cá dentro, que delícia, que delícia esse natal!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6391838415513198384?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6391838415513198384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6391838415513198384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6391838415513198384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6391838415513198384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2011/12/natalino.html' title='Natalino'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1898693137707941674</id><published>2011-11-03T10:30:00.001-02:00</published><updated>2011-11-03T10:33:48.059-02:00</updated><title type='text'>Porvir</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu futuro é um vento de flores. Flores amarelas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Andei visitando outros universos e hoje sou uma pessoa interestelar. Desde então minha alma ficou brilhosa e quatro luas nasceram no meu peito. Eu tenho satélites. Satélites construídos de palha, com uns arremates de madeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando olhei nos olhos daquele homem, eu vi quantas galáxias me faltavam. E eu me mergulhei nelas. Nadei, em todas elas. Me lambuzei naquela íris, lambi cada cor, me enchendo daquela paisagem ocular. E até hoje estou por digerir. Digerir. Digerir aquela alucinação deliciosa que é olhar nos olhos de quem amamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sabe, amar é se enfurnar num mundo de algodão, é trazer em cada punho um lírio. Amar é você querer se despencar de si mesmo para se desalojar todo dentro do outro. E morar ali, antropofagicamente, dentro dele, cheirando, tocando, sentindo cada pulso, cada sangue que escorre, cada medo que mata. Ali, no meio dos líquidos intersticiais, entre as células e o pulmão. Este é o lugar de quem ama. Âmago.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Amar é meio nojento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Perdemos muito da compostura. Mas lá, naquela galáxia, nada disso é feio. Aqueles olhos são uma galáxia gentil, lá podemos comer quantas almôndegas quisermos, não fica mal ser guloso, nem é errado querer mais. Ah, lá em-aquela galáxia as mãos são feitas para falar. E elas percorrem seu rosto e dizem assim: baixinho, baixinho: te amo, te amozinho. E sua boca ganha carinho e os lábios ficam brincando nos seus olhos e você não vê mais nada. Nadinha de nada. Só fica ouvindo. O coração faz tum-TUM-toin-ai-ai-tum-TUM-ah.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida é estranha, pois minha galáxia tem cílios. E meu amor tem um monte de cabelo. E bebe cerveja. Por isso escrevo em prosa, para caber um amor concreto. Meu romance é barato. Meu amor fala outra língua. E ele fala dito e eu penso, feito.&amp;nbsp; Sussurra agora e eu imagino sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Onde eu estava com a cabeça para dizer que eu tenho satélites? Feitos de madeira e palha ainda por cima! &amp;nbsp;Era segredo. &amp;nbsp;Temos que amar em secreto e ter muito cuidado. Olhe para um lado, veja o outro. Invasores. Mulheres xexelentas e horrorosas desejosas de surrupiar nosso chuchuzinho. Eu não tenho satélites (mantenha segredo). Ele não é um homem (confunda o adversário). É uma pessoa com um hálito terrível (minta, minta, minta!), ele fala coisas sem sentido (bem isso é verdade).&amp;nbsp; Meu Deus, que risco. Que risco estou correndo! Não deveria ter falado nada. Vou fazer cara de triste e amarga. Cara de domingo à tarde: desilusão e tédio. Não há de falhar. Ah, se souberem como é incrível, poderoso e sensual. Sensual? Hm. Sim. Aquilo é um oásis, água fresca, calor moderado e descanso perpétuo. &amp;nbsp;Gente, gente, me acode: amar é bom demais!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1898693137707941674?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1898693137707941674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1898693137707941674' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1898693137707941674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1898693137707941674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2011/11/porvir.html' title='Porvir'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-910191688156649202</id><published>2011-09-19T03:02:00.002-03:00</published><updated>2011-09-19T03:02:57.879-03:00</updated><title type='text'>Pracinha</title><content type='html'>E, ah, se você fosse mar: eu me afogaria toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ah, se você fosse céu, eu avoaria até suas alturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu uma coisa terrível. Um incidente indestrutível. Uma cena inenarrável. Um negócio esquisitíssimo: eu vi o amor. E ele usa cuecas vermelhas e faz música de improviso. E isso tudo descobri porque estava cega de um olho, então acabei vendo do ouvido são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu, no bancoamarelodapraça. Parada feitoum p o s t e velho. Antiga como a barba de um profeta. Tediosa como um velho a.pose.ntado. Cabelo arrumado, sim senhor. Olho meio peixe morto, pois sim. Foi quando (e quanto!) um homem passou, sem mexer. Achei que era uma visão divina. De repente, já eu esperando raios e luzes coloridas –altamente celestiais – e de repente: paf: ele tira neve do bolso. Um monte de bolinha de neve. E você não me venha dizer que é estranho, mas que todo mundo já tem a sapiência que esse tipo de visão é estrambólica dessa maneira mesmo. E eu posso continuar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então veja. As bolinhas de neve foram se aderretenu e se viranu nin água de mar. Ixe que eita ferro o Oceano Transatlântico ficou todo lá esparramado na praça e os peixe tudo ficou querendo de comer os pé das pessoa. E eu não tive medo. Já abandonara de pronto as concordância. É que eu estava vendo de ouvindo e ouvido só tem medo de trovão. Mas olha que aí que eu gritei: “Quem és tu ó grande Lorde?”, mas ele me respondeu: “Ih, I don’t speak portuguese.” E, sem saber o que dizer taquei lhe uma resposta: “Me too not pra você também.” E fiquei ali, com cara de feiticeira poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele tava que tirava bolinha de neve do bolso e eu já preocupada com uma inundação na Praça do Carma(o). Foi então que eu falei logo dizendo: “E é então que a gente vai falar é sem linguagem!”. O homem visão disse: “Ok.” E a gente falou uma montanha de palavra, as letrinha até que ficaram cansada de tanto disse me disse. E nada. Nem um entendimentinho. De alguma maneira, extraordinaricamente a gente acordou de ele ouvir com o olho dele (que funcionava muito bem, só precisava de óculos para dirigir de noite) e eu iria ver com ouvido bom. E eu iria sentir seu silêncio e ele pairar em minha pausa. E ficamos assim. E ficamos assim, inertes. E ficamos assim, transbordando. E por fim ele me perguntou: “Qual é seu nome?”. Eu-queitude. Eu-nominada. Eu-infinita. Eu-todanada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me perdi a coragem de devolver a pergunta. Fácil. Eu fiz o silêncio dele e ele me entendeu por inteiro. “Eu sou amor, sua visão de amor. Sua esperança de ah mar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então eu aprendi. E amor, caro ouvinte é a interrupção de sons. É a linguagem não dita. O amor é a gente se transbordando no outro. É quando as nuvens se derretem, quando o mar escorre para dentro de nós. O amor é um farfalhar de folhas, um soprinho das brisas: uma delícia dos deuses. É quando uma alma beija no nariz de outra alma. Uma simplicidade tamanha, como engolir os rios com os olhos, devorar montanhas com os pés, roçar a mão na terra. Eu vi o amor na Praça do Carmo. Praça do Camor. Na praça de nós. Na esquina de mim mesma. Parado em frente ao sinal. E sabe o que ele me disse: “Acorda! Ou pensa que esse banco é todo seu?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que era difícil de explicar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-910191688156649202?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/910191688156649202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=910191688156649202' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/910191688156649202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/910191688156649202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2011/09/pracinha.html' title='Pracinha'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3493231435036242509</id><published>2011-06-26T10:56:00.005-03:00</published><updated>2011-06-26T11:03:57.250-03:00</updated><title type='text'>Pronunciamento</title><content type='html'>Cabe tudo no silêncio. Se o barulho.&lt;br /&gt;Se o barulho não é uma tentativa de despistar essa amplidão. Por tanto. Queremos porção, uma poção de palavras para dizer o que foi - o que é - e o que sermos-emos. &lt;br /&gt;Um punhado de sentenças. É a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só há cala calam. cala midade.&lt;br /&gt;Bocas cerradas. E mais nenhum encantamento&amp;nbsp;sendo proferido. Já há tanto! Sim. Tanto desejo, que quando for dito, quando a palavra roçar a realidade: sedentos, devoraremos todos os sentidos.&lt;br /&gt;Nós vamos lamber os conceitos. Memorizar as máximas. Estampar a síntese.&lt;br /&gt;Utilizar nomenclatura.&lt;br /&gt;Porque o silêncio, querido, é uma espécie de dita dura. &lt;br /&gt;Ao nada, falta superfície. E sobre que textura nos debruçaremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse significado arreganhado que o silêncio traz. É um convite à invenções.&lt;br /&gt;O&amp;nbsp;silêncio são palavras desmontadas.&lt;br /&gt;Nossa vontade é cavalgar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3493231435036242509?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/3493231435036242509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=3493231435036242509' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3493231435036242509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3493231435036242509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2011/06/pronunciamento.html' title='Pronunciamento'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8185474219790484139</id><published>2011-06-12T19:41:00.002-03:00</published><updated>2011-06-12T19:41:08.400-03:00</updated><title type='text'>Fim de festa</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;E vem uma dorzinha no coração. Uma tristezainha de inverno. Aquele muxoxo de fim de festa e, ah, a conclusão se instala, leve leve, boba boba, certa bomba, ai: acho que virei estatística. E agora? Bem, amigo, a esperança é resignificar. Deve haver quem decodifique. E se eu for número, que eu seja símbolo. Agora, senta aqui. E vamos ver a paisagem. Nesse banco. Para sempre. Esperar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8185474219790484139?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8185474219790484139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8185474219790484139' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8185474219790484139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8185474219790484139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2011/06/fim-de-festa.html' title='Fim de festa'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1356236212980326074</id><published>2011-05-29T01:32:00.002-03:00</published><updated>2011-05-29T01:32:27.568-03:00</updated><title type='text'>Moradia</title><content type='html'>E onde mora o medo. E o que se teme: partir ou chegar? Quando me parte ou quando se chega. Em que tempo. Em qual pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que temos medo de ver. E nossos olhos estourarem. E todos os sentidos se perverterem com a visão. E de repente o tato navegar em cores. Então, o paladar engolir sons. E os nossos olhos escorregarem para dentro de nós. E medo de nossos passos deslocarem os significados. O mar se afogar na areia coberta. Sentirmos a Terra como o pote do vento. Entender o fruto como a morte da flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que fazer? Para evitar esse desmonte. Derrubar planícies? Construir uma floresta: estacas de folhas por todos os lados e fazer das copas, as montanhas. E relevar melhor a vida. Fazer com tudo mais altitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez uma ciranda resolva o problema, com danças bem triviais. Flautinhas. Um trombone. Um ritmo de circo. Fitas penduradas aqui e ali. Talvez umas luzes coloridas. Talvez dê jeito. Um mexicano com um bigode bem engraçado. Talvez conserte as coisas. Uma roupa mais florida, quem sabe não resolve a situação? A risada de um velho sem dente. Pode ser um solucionador. Aquela gengiva aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem sabe não exista mais nenhum problema e o medo seja transformado em saliva. E se cuspa medonhos, no meio da rua. Escancarado e público: o medroso estirado no chão. Moribundo medoinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida, me tire para dançar. E vai ser infinito esse baile. E eu escondo meus pés. E não se sabe meus caminhos. E me tire para dançar, que eu faço o sol se pôr aos nossos pés. Ah, me tire para dançar. E veja se aguenta a felicidade. E Paquetá será pequena para nós dois. E pedalinhos faltarão para nossas pernas. E o Pão de açúcar caberá no céu de nossas bocas. E Cristo há de nos redimir. A Lagoa terá mares de oceano. Em todos os cenários caberão serenatas. E as risadas serão nosso amuleto; os suspiros, nossas medalhas. Não faça desfeita. Tira. Dança. Venha: vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1356236212980326074?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1356236212980326074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1356236212980326074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1356236212980326074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1356236212980326074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2011/05/moradia.html' title='Moradia'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1185291687373966800</id><published>2010-09-25T22:28:00.000-03:00</published><updated>2010-09-25T22:28:42.830-03:00</updated><title type='text'>Que fim?</title><content type='html'>Certa vez, tive uma experiência miraculosa. A situação é a seguinte: eu andava amuada, cansada e tristonha. E era tão impressionante meu estado que, ao passar pelas ruas, eu acabava assustando as pessoas. Olhava pros bebês e eles choravam; cumprimentava as velhinhas e elas deixavam a dentadura escapulir... os cachorros escondiam o focinho e faziam xixi, tão impactados que ficavam com a minha presença. Eu achava tudo aquilo muito esquisito, mas não imaginava como uma pessoa com todos os dentes e olhar delicado poderia criar tanto reboliço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um velho mago alcoólatra que me revelou a verdade toda. Veja só como são as coisas. Estava eu passando pela calçada, quando Zé Otávio, meu vizinho, falou:&lt;br /&gt;- Eu sei do seu mal. Conheço de perto sua maldição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora ora, fiquei extremamente alarmada, porque com maldição pessoal não se brinca. E eu tão fofinha...com encargos tão sinistramente atrelados à minha existência. Obviamente fiquei inquieta. Resolvi ocupar minha mente com seriados americanos, músicas nordestinas e enigmas orientais. Foi inútil. Aquela sensação de maldição, profunda e totalmente condizente. Sim, Zé Otaviano tinha razão: eu estava almaldiçoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu cérebro não funcionava com um sincronismo muito louvável, de modo que eu não conseguia pensar em uma saída. Uma frase, uma atitude bombástica. Minha cabeça estava vazia de maiores atividades. Eu só pensava curtinho e de duas em duas horas. Sabia que havia um mago, uma maldição e uns probleminhas de relacionamento entre eu e o mundo. Parece que eu andava causando repulsas. Eu, criatura meiga e fofa, com todos os dentes. Certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato era que isso tudo me deixava extremamente chocada, pois que sempre fui muito graciosa e elogiada pelos meus familiares e de uma hora pra outra me transformo. Enfim. Dificuldades na absorção da realidade, todos temos esses períodos. Confesso que fiquei deprimida de meu assistente - e possível solucionador do mistério - ser meu vizinho bêbado. Ele andava de bengalas e tinha uma fala truncada. O que esperamos de um sábio moderno? No mínimo, é um professor universitário, respeitador das regras de regência, advérbios super invariáveis, conhecedor de cálculos, fazedor de integrais. Mas não. Não. E isso já me deixava arrasada, perceba que a minha estória de vida começava a se transformar em um conto tosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pensamentos preciosos, gastava a maior parte do dia me dedicando ao sono e à observância do horário eleitoral. Sinceramente, achava que a injustiça que se instalava na minha vida era enorme. E fui ficando aborrecida por um tempo e mais um e mais um, até que se formasse um conjunto quase infinito de tempos, daqueles que nos inquietam e começam a se avolumar. Aquele tempo gordo e enfadado. Admito que fiquei sem escovar os dentes alguns dias e que me entreguei devassamente ao pote de doce de leite. Fiz loucuras. Não me julgue. Bebia pouca água, não tirei o esmalte das minhas unhas e usei o mesmo sutiã por oito dias seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dia de sol, fui comprar batata palha na mercearia no fim da minha rua. Fui com meu short verde, descombinado com a minha blusa vinho. Usava os chinelos do meu irmão e o cabelo preso como o da Olívia Palito. Fui lá. Eu tinha uma missão: comprar um produto industrializado. O que eu não sabia era que o meu vizinho Zé Zezinho iria sair de trás de uma árvore e golpear minha canela com aquela bengala nojenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é isso seu louco?! – eu gritei.&lt;br /&gt;- Um golpe, sua burra. – ele respondeu secamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí correndo, tropecei numa raiz e voei uns três metros. Fui estacionar bem perto do degrau da minha casa, com várias pedrinhas encravadas no cotovelo e queixo. Não chorei, nem tive raiva. Levantei, organizei meus ferimentos e almocei. Conforme era previsto. Depois da última garfada, minha mãe me olhou de uma forma diferente, como quem estava perdendo minha imagem e comecei a desconfiar que ela não pudesse mais me enxergar. Uma angústia invadiu meu estômago e começou a revolver minhas entranhas. Comecei a suar e ficar tonta, mas parece que ninguém se importava: não tiraram meu prato da mesa, nem me ofereceram sobremesa. E assim, aos poucos, tudo foi se ausentando. Esvaziaram meu quarto, deram meus livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, eu estava sem lar, sem entender o que acontecia. O único que ainda me reconhecia era o Zé e ele se tornou meu amigo de silêncio. Ele se embebedava com as dores da vida e eu continuava ébria da minha ignorância. Comecei a vagar pela noite, caçando estrelas com os olhos, encurralando brisas com as mãos. Até que um dia não agüentei e me rendi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Zé, o que há comigo?&lt;br /&gt;- Esquecimento, minha filha.&lt;br /&gt;- Esquecimento de quê?&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Viu?! – ele gargalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a chorar muito. Porque não me lembrava de nada de tão importante que eu tivesse esquecido. Eu percorri datas, fatos, temperaturas. E passei muito tempo recordando, mas eu era como um aquário que deseja ser oceano. Coitadinha de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Zé Otávio, qual é meu mal?&lt;br /&gt;- Minha filha, seu mal é aquilo que você quiser.&lt;br /&gt;- Meus anseios são minha maldição?&lt;br /&gt;- Não, querida. Não. – ele riu.&lt;br /&gt;- Eu não entendo.&lt;br /&gt;- Nem eu! – ele disse calmamente.&lt;br /&gt;- Então por que você é o mago da estória? – perguntei irritada.&lt;br /&gt;- Ué, porque você me colocou aqui.&lt;br /&gt;- E aquele papo de maldição?&lt;br /&gt;- Minha filha, eu sou só um personagem qualquer. Você quem inventa minhas falas.&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- Pois sim. São boas, né? – ele disse com uma piscadela.&lt;br /&gt;- Eu gosto. – eu balbuciei triste.&lt;br /&gt;- Ei, você é autora, não pode ficar assim tão finita.&lt;br /&gt;- E o lance da cura miraculosa? – eu resolvi indagar.&lt;br /&gt;- Eu também não estou sabendo de nada.&lt;br /&gt;- Ai, Zé. E agora?&lt;br /&gt;- Sei lá, me transforma num príncipe e vamos morar no Caribe. Troca meu apelido para Diguinho.&lt;br /&gt;- Será? – fiquei me perguntando indecisa.&lt;br /&gt;- Uma possibilidade, foi uma idéia. A gente podia fundar um Império, ensinar artes marciais para o nosso povo.&lt;br /&gt;- Não, deixa isso pra lá. Vou acabar com isso tudo.&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Mas e eu? – ele já tinha se travestido completamente e agora era um homem forte de pele dourada e olhos verdes.&lt;br /&gt;- Eita, não sei.&lt;br /&gt;- Cara, não me mata, isso é maior vacilo. Tudo bem que não tenhamos um romance por causa do meu passado. Agora, se mandar, cheia das narrativas, também não acho isso certo.&lt;br /&gt;- Se eu acabar com a estória você morre? – eu perguntei.&lt;br /&gt;- Vai saber. Gente, eu estava quieto na minha inexistência, então eu nasço bêbado e mago. Por quê?! O que justifica essa malvadeza?&lt;br /&gt;- É que eu não estava conseguindo estudar.&lt;br /&gt;- Matéria difícil? –ele perguntou.&lt;br /&gt;- Um pouco. – disse envergonhada.&lt;br /&gt;- Eu entendo. Vai, me mata. Acaba comigo.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Mas que autora incompetente! Um ponto final. Coloca um ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1185291687373966800?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1185291687373966800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1185291687373966800' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1185291687373966800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1185291687373966800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/09/que-fim.html' title='Que fim?'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3623801360885344962</id><published>2010-07-07T13:21:00.003-03:00</published><updated>2010-07-07T13:38:11.922-03:00</updated><title type='text'>Maldadiagem</title><content type='html'>Você magoou meu coração. Fez um rombo do tamanho de um avião ultra-sônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldade pura. Essas coisas não se deve fazer. Deve não. Ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fico andando com esse sonho estrangulado, de pescoço quebrado e pernas se arrastando. Carrego a esperança morta como uma espécie de véu de noiva, só que roto e amarelado. Uma desolação. &lt;br /&gt;Meu coração, coitado, está encolhido feito caroço na uva: com medos de ser devorado. Pois a semente quer logo se lançar na terra e dispensa passeios no ventre dos comilões.&lt;br /&gt;Mas eis a injustiça do mundo. Deram uma mordida onde eu estava e fui carregada, toda envolta de polpa. E tendo minha germinação adiada fiquei lá, ensebada na espera. Ouvindo o tempo. Contando ventos. Cheia de vontade de nascer. Mas não, tragaram-me sem querer. E aqui sou inútil, uma pedrinha, um incômodo bah! Um deslise paf! Mas se me derem um solo, hm...um solo para me cobrir: eu viro toda árvore, sou toda fruto e alimento um mundo inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3623801360885344962?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/3623801360885344962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=3623801360885344962' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3623801360885344962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3623801360885344962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/07/maldadiagem.html' title='Maldadiagem'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6779419614368681592</id><published>2010-05-25T17:41:00.003-03:00</published><updated>2010-05-26T16:35:37.898-03:00</updated><title type='text'>Sideral</title><content type='html'>- Estou enfrentando um problema grave, meu senhor.&lt;br /&gt;- Qual probrema, minha filha?&lt;br /&gt;- Ando sofrendo de nervos.&lt;br /&gt;- Nervosa?&lt;br /&gt;- Um pouco.&amp;nbsp;É que toda vez que olho para céu fico com ganas de ser planeta.&lt;br /&gt;- Mas que tipo de planeuta?&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Planeta do tipo normal.&lt;br /&gt;- Com anéis ou sem?&lt;br /&gt;- Sem. Por quê?&lt;br /&gt;- Pra saber.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;- É brabo.&lt;br /&gt;- E o senhor acha que é grave o meu caso?&lt;br /&gt;- Isso eu não tenho como informar, senhorita.&lt;br /&gt;- E se fosse com anéis?&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Com anéis do tipo rodado mesmo, com poeiras cósmicas...&lt;br /&gt;- Também não ia saber.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;- Ô só, agora se fosse...&lt;br /&gt;- ...se fosse???&lt;br /&gt;- ...se fosse bicicleuta eu bem que sabia.&lt;br /&gt;- E saberia como? &lt;br /&gt;- Ué, sabência daquelas que a gente nasce cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ônibus passou e eles ficaram inertes no tempo. Como nada mais acontecia, ele resolveu confessar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já quis ser bicicreta. Vermelha com os aro tudo de alumínu, banco preto com capinha macia. Mas é que eu que não queria ter garupa e nem buzina.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque barulho bagunça o silêncio. E garupa enfarda a gente, moça.&lt;br /&gt;- Eu queria ser planeta.&lt;br /&gt;- É, a senhorita disse inda pouco. Deve de gostar dos universos das galáxias dos cosmos do mundão a fora, né? Mas, sem querer ser intrometido, ia de sê planeta vazio ou com gente de três olho, quatro braço?&lt;br /&gt;- Só pensei em ser planeta mesmo.&lt;br /&gt;- Então é por isso que sofre dos nervo.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Oxi, por quê?! Fica prendendo os imaginário tudo dentro da cabeça, não fica dando nem idéia pros pensamento de modo de que eles ficam se empurrando lá dentro das mente tudo sem saber que tipo de planeta vai ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respirou fundo e disse triunfante:&lt;br /&gt;- Nem se preucupe não que seu dignósco eu já sei: moça, cê sofre de falta de acreditar até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parou. Piscou três vezes e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Serão marrons.&lt;br /&gt;- Quantos olhos?&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Uns 15.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6779419614368681592?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6779419614368681592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6779419614368681592' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6779419614368681592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6779419614368681592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/05/sideral.html' title='Sideral'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4526391265352328178</id><published>2010-04-14T19:16:00.001-03:00</published><updated>2010-04-14T19:25:51.450-03:00</updated><title type='text'>Dentística</title><content type='html'>- Vó, o que houve na sua boca? Você está falando estranho...&lt;br /&gt;- A tentatura estava me matchucanto, atchei melhor tirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elinda falava assoprando a própria boca que agora parecia folgada, envergonhada pela falta dental, punha a mão escondendo. E conversava muito, no sofá da casa, fazendo concha com as mãos e protegendo a boca dos olhares. Olhares perversos daqueles que possuem sorriso. Aninha sonolenta e pacífica, dialogava sobre canjica, colírio, chuva e perigos dos quais tinha se livrado. Já era tarde da noite e o cansaço se espraiava sobre elas, como uma coberta grossa e macia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhecia e Aninha relutava, espremendo os minutos, tentando alongá-los e permanecer dormindo, intactada. Inútil. O mundo já havia acordado e ouvia as vozes de seus familiares tagarelando assuntos matinais. “Pão? Quero. Café? Com leite. Banho! Já vou.” A porta do quarto se abriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ana, seis horas – disse sua mãe.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu com o cabelo pro alto e os pés enterrados no chão, precisava ter dormido duas vezes mais. Com a letargia daqueles que se sentem estafados, observou um movimento significativo na casa. Seu pai abria e fechava bolsas; andava desconfiado, vasculhando tudo. Seu comportamento era curioso: agachava pela casa com a toalha na mão e com o cinto colocado só pela metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai?&lt;br /&gt;- Ana, sua avó perdeu a dentadura.&lt;br /&gt;- Nossa, ontem ela me disse que tinha tirado, de noite.&lt;br /&gt;- A gente tem que sair cedo hoje, ela tem consulta com o oftomologista. Ai meu Deus do céu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos se passaram. Nesse ponto a busca estava frenética, Elinda procurava em cima dos armários, ali, bem do lado do teto. Walter se esgueirava pelos cantos do mundo, lugares obscuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu guardei! - berrou Elinda.&lt;br /&gt;- Achou? - respondeu Walter, aliviado.&lt;br /&gt;- Não, eu guardei ontem...numa bolsa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elinda apontou para meia dúzia de bolsas escancaradas e remexidas. Acontece que Elinda estava com catarata e não estava discernido muito o visual das coisas. Veja só que seu ponto principal de busca foi justamente a bolsa de malhar do seu neto Teorodo. Alvoroçados, os envolvidos resolveram bisbilhotar os pertences uns dos outros. A confusão maior se deu quando se depararam com a malinha de Gracinha. Gracinha fazia odontologia e sua mala rosa estava repleta de dentes, não tardou para que Elinda proferisse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi Gracinha! Ela pegou minha dentadura para levar para faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo todos riram, mas, pouco a pouco a dúvida foi se instalando nos corações e começaram a imaginar...imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gracinha! Gracinha, acorde!&lt;br /&gt;- O que foi? - balbuciava como quem não tivesse domínio sobre suas próprias bochechas.&lt;br /&gt;- Você pegou a dentadura da minha avó?&lt;br /&gt;- Oi? - Gracinha levantou o tronco e abriu os olhos até a metade.&lt;br /&gt;- Por engano, não sei...vc viu a dentadura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo foi demais para a jovem, seu intelecto estava dominado pelo sono, repentinamente ela sucumbiu: virou para o lado e começou a roncar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve quem não cismasse, um cheiro de dissimulação e covardia emanava. Elinda apertava dos olhos, de boca encolhida. De repente falou, com um ar de índia feiticeira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi Gracinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter fez cara de deboche, mas, numa troca de olhares com Aninha, demonstrou preocupação. Chamou a filha mais velha para deliberarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você acha que foi Gracinha? - Walter disse em voz grave.&lt;br /&gt;- Pai, ela já tem tantas dentaduras. Inclusive uma enorme, com dentes gigantes. Ganhou da colgate, lembra?&lt;br /&gt;- Não tem mesmo necessidade de uma coisa dessas, ela mesma tem todos os dentes, até sisos inclusos.&lt;br /&gt;- A ambição não tem limites, paizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elinda andava pela casa com ares de adivinha poderosa. Neste mesmo instante, Walter começou a chamar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chiquita! Chiquita!&lt;br /&gt;- Quem é essa, pai? - Teodoro estava visivelmente alarmado.&lt;br /&gt;- É a dentatura da sua avó. Acho que ela fugiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elinda despertou repentinamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fugiu. Será?&lt;br /&gt;- Deve estar no ponto de ônibus agora, querendo ir para Barra de São João. - disse Walter.&lt;br /&gt;- Tentando voltar para casa, coitada.&lt;br /&gt;- Mas a Chiquita não sabe que é perigoso sair sozinha? Ainda mais ela, dentadura de mulher. - ele acrescentou.&lt;br /&gt;- E já é uma senhora. Deve ter uns 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aninha não conseguia para de pensar como aqueles dentes postiços eram especiais. O sorriso da sua avó se fora. Só haveria espaço para seriedade. Não. Ela jurou que desvendaria este mistério. Acharia a dentatura Chiquita, não deixaria as gengivas de Elinda vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4526391265352328178?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/4526391265352328178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=4526391265352328178' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4526391265352328178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4526391265352328178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/04/dentistica.html' title='Dentística'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4630582734311900297</id><published>2010-03-05T15:13:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T15:13:01.202-03:00</updated><title type='text'>Itens urgentes</title><content type='html'>No começo do ano fiz uma lista metódica e esbaforida daquilo que era essencial obter. O núcleo do fundamental consistia em duas meias coloridas, um esquadro da indústria bandeirante e um halter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora ora, eu estava desconfiada de uma certa coisa e precisava averiguar. Para um bom procedimento de investigação é muito importante os instrumentos adequados. Esquadro para medição, meias para aquecer e halter para dar força. A vida não foge muito dessas três necessidades básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena ouvi falar de estórias como saci, mula sem cabeça, vampiros. Eu sentia conexão, uma espécie de cócegas nas bochechas quando se falava de lendas. Pois bem. Não me saia da cabeça um pensamento e de tanto ele se demorar cá dentro de mim, o tal pensamento tomou o status de idéia e se fincou nas minhas suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais confirmava minha teoria e me aproximava de uma verdade puramente factual. Até que quarta-feira eu desvendei: sou uma sereia. Assistindo sessão da tarde, observei bem o enredo de Aquamarine e não pude concluir outra coisa. Fiquei tão impressionada que mal consegui me mover no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei olhar bem fixamente para minha perna e vi umas escaminhas crescendo, do nada, minha blusa de pijama sumiu e no lugar fiquei com um sutiã de conchas. E o meu cabelo, ficou com aquele topete da Ariel, só não fiquei ruiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ficando com muito medo, porque eu moro aqui na Zona Norte do Rio e o mar mais perto é ali num piscinão de Ramos. Achei meio decadente e comecei a suar frio. Imaginei toda aquela movimentação para me levar para minha origem, eu na maca, pessoas ao redor. Meu Deus do céu, o que a minha vizinha D. Francisca não ia pensar?! E tudo isso, para ficar represada lá em Ramos. Não, me negava. Eu queria desaguar ali em Ipanema, bem estilosa, com maquiagem a prova d’água, tudo nos conformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transformação não parava de acontecer, meus pés estavam sumindo e um rabinho safado estava crescendo. Pelo menos brilhava, achei maior barato. Passei mesmo um aperto quando as escamas chegaram até a cintura. Quis fazer xixi, mas não dava, toda a parte debaixo fora unificada. Senti que estava enchendo, aquele nervoso líquido foi me tomando, que desassossego. Que aconteceria comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinha o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a suar como uma porca, escorria baba e lágrimas. Impressionante. Molhou a almofada toda e acabou escangalhando o controle remoto que estava no meu colo. Depois deve virar uréia, que nem os peixes. Aliás, que seria eu, mamífera? Será que eu também iria despejar um monte de ovinhos no mar, toda aquela reprodução desinteressante? Eita ferro, como nascem as sereias? Será que minha mãe tinha me enganado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio me vinha na velocidade da luz: Eu desconfiara! Minha mamãe sempre soube, aquele conselhos estúpidos de não ir para o fundo do mar, era temor de eu encontrar meu verdadeiro lar. Aposto que meu pai me achou numa rede, na beira da Praia do Forno, numa daquelas pescarias dele. Ó! Por isso que sempre gostei de tomar banhos longos, por isso que não gostava de berinjela, por isso que não conseguia aprender matemática. Tudo fazia sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi que precisava contar para os meus familiares, liguei para minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe...&lt;br /&gt;- Oi, Suzana. O que você quer?&lt;br /&gt;-Mãe, virei sereia...&lt;br /&gt;- Suzana, aproveita que você está sem fazer nada e arruma as coisas para o lanche quando seu irmão chegar...&lt;br /&gt;-Mãe! Não posso! Eu estou com um rabo imenso, meus pés sumiram. Eu só consigo nadar!&lt;br /&gt;- Suzana, vou repetir só mais uma vez: arrume o lanche para o Tadeu.&lt;br /&gt;- Mãe, como eu vou chegar até a cozinha?! Eu não consigo mais andar, só sei nadar.&lt;br /&gt;- Sei, faz o seguinte então, vai cuspindo até se formar um rio da sala até a cozinha e vai nadando até lá fazer o que pedi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei. Aquela ironia fingida. Eu havia desmascarado aquela mulher e ela reagiu de forma feroz. Fiquei algum tempo imaginado como seria minha vida marítima. De repente, ouvi um barulho no portão, era o Tadeu, ouvi a voz de mi madre. Levantei subitamente e disparei para a cafeteira, cortei três pães numa sequência veloz. Ela estava colocando o carro na garagem. Arrumei a mesa. Organizei as geléias. Separei xícaras. Eles abriram a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ué, onde está a sereia? Que topete é esse, garota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento me dei conta que estava na minha forma humana. Corri para a sala e encontrei quatro escamas brilhosas e as conchas do meu sutiã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi dessa vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4630582734311900297?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/4630582734311900297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=4630582734311900297' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4630582734311900297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4630582734311900297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/03/itens-urgentes.html' title='Itens urgentes'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8515026464355322009</id><published>2010-02-05T19:53:00.000-02:00</published><updated>2010-04-05T19:54:24.701-03:00</updated><title type='text'>Mergulho</title><content type='html'>às vezes, Deus nos deixa tão felizes que parece que engolimos mil estrelas, até nossas tripas cintilam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8515026464355322009?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8515026464355322009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8515026464355322009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8515026464355322009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8515026464355322009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/02/mergulho.html' title='Mergulho'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1769850510330815919</id><published>2010-02-03T16:05:00.001-02:00</published><updated>2010-02-03T16:05:46.570-02:00</updated><title type='text'>Anúncio:</title><content type='html'>estou vaga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1769850510330815919?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1769850510330815919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1769850510330815919' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1769850510330815919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1769850510330815919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/02/anuncio.html' title='Anúncio:'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7339572773810229618</id><published>2010-01-22T16:54:00.002-02:00</published><updated>2010-01-22T16:54:47.162-02:00</updated><title type='text'>Perdendo sentidos</title><content type='html'>Algo estranho está acontecendo: a perda dos olhos. Um belo dia me acordei com uma úlcera de córneas e cataratas múltiplas. Desde então, passei a desenxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bati três vezes a cabeça na porta aberta, de alguma maneira, o fato de não visualizar o caminho obstava minha passagem. Veja que mesmo de noite, na hora que não precisaria ver muita coisa, o sono me escapulia, a sensação de cegueira me tomava e eu me punha a andarilhar pela casa. E mesmo sabendo que havia muita escuridão, sobrepujava a vontade de captar clarões. Ficava como uma caçadora, abrindo e fechando os olhos, repetindo palavras mágicas; porém, só me sobrava uma nesga de contornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui de ver muita coisa, quando pequena tinha um amigo invisível e mesmo a água, que dizem os cientistas que é transparente, eu vejo. Vejo águas em tudo que é canto, inclusive há um monte delas, aglomeradas, que de tanta excitação formam ondas. E eu vejo isso tudo. Minha visão sempre foi perfeita. E de tão boa, eu conseguia até ver por dentro dos meus olhos. Eu via micróbios, venenos, ácido sulfúrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, fico só enxergando a pausa. Porque o escuro é a pausa da luz. Se há luz o movimento se instala, os cílios vibram, os nervos sorvem os objetos. Estou de jejum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã tentou conversar comigo, disse: “Sossegue, Luna. Todo mundo tem umas caolhices, umas desenxergâncias.” Ela é boa comigo e eu resolvi acatar. Mantive meus olhos fechados, bem cerrados... o esquisito foi que não saia palavra da minha boca. As comportas se fecharam. Minha família ficou alarmada e chamaram a vizinha para me benzer. Aquela confusão: “Ai, meu Jesus, a garota ficou muda!” Minha mãe ficou murcha e entre um suspiro e outro, lamentava: “Gostava tanto de uma conversinha fiada com essa minha filha. Ah, mas que tristezainha!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro sentido que eu perdi foi o da firmeza de pernas. Toda vez que eu começava a andar, minhas pernas ficavam tremendas. Tudo que era tremilique de alma se escoava para minha perna. Lastimável. Eu me assustava com tudo e só sentava depois de dar duas voltas no meu próprio eixo. Rodava: uma: duas vezes e sentava. Aí, sim, com bastante segurança de que naquele lugar não morava um abismo, eu me reclinava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, eu fiquei indo para lugares improváveis. Fui andando, andando e fui parar dentro do cesto de roupa suja, já no outro dia dei um tibum na vasilha de água da minha cachorra. Meu tamanho também começou a variar, teve uma vez que me medi e eu estava com 1,93 m de altura! Minhas calças ficaram curtas e minhas saias, indecentes. Tive até de ficar em casa, por falta de roupa mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem meu tato, nem meu paladar ficaram mais aguçados. Isso é tudo crendice. O que aconteceu de fato, e isso é garantido, foi uma pequena alteração na minha audição, fiquei surda de um ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7339572773810229618?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7339572773810229618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7339572773810229618' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7339572773810229618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7339572773810229618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/01/perdendo-sentidos.html' title='Perdendo sentidos'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8052125231721990268</id><published>2010-01-22T15:21:00.004-02:00</published><updated>2010-01-22T16:04:11.786-02:00</updated><title type='text'>Desperto</title><content type='html'>Ao se acordar estabelecemos paralelos de realidade. Ao despertar, nos estabelecemos no tangível. Então, se os olhos são abertos, uma brisa invade a visão e tudo se reveste de sopro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo porém me ronda e me envolve. Faz laços nas minhas pernas e firulas em meus ombros e trança meus cabelos. Há um senso de existência de algo que escapa – &lt;br /&gt;- e onde estaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, há um adorno recheado de delícias que preenche os mundos do meu imaginário, uma terra letal e perigosa. Uma terra de riso e paz. E ao abrir meras pálpebras, um mundo se desenrola na minha frente, como um manto que se espraia. Como uma glória cheia de névoa, que vai flutuando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi um ultimado por meio de uma ave selvagem, nele, escrito com letras de água, havia uma poesia tosca e gosmenta. Viscosa e feia. Resolvi lê-la, com a coragem de um urso polar, eis que da minha boca soava sons de sinos e barulhos de flores desmaiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sonho misturado de significado e bizarrices. O sonho é o contorno de curvas.&amp;nbsp;É a coisa em si mesma, mas cheia de rodopios indecifráveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8052125231721990268?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8052125231721990268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8052125231721990268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8052125231721990268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8052125231721990268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/01/desperto.html' title='Desperto'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2245787947912102586</id><published>2010-01-07T16:52:00.002-02:00</published><updated>2010-01-07T16:52:16.819-02:00</updated><title type='text'>Verdade</title><content type='html'>Deixei de escrever, recentemente. Toda vez que uma palavra escapulia, eu a prensava com os dedos, até se fundisse com o papel e voltasse a não existir. O motivo desta artimanha é um mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos boatos. Cada um querendo demonstrar aquilo que é insabível. Bobagem. Em um recente mais atual, resolvi mudar de estratégia e escrever fervorosamente. A justificativa também não se dá. A querência de escrever mais ou menos pode ser vazia de motivações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há escrevidão, foi porque gotejou palavra, se há silencidão, é porque as palavras ficaram invisíveis. Tanto faz. O importante é o tato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, entreguei uma poesia em um papel em branco. Tinha linhas azuis porque não consigo escrever reto, mesmo quando escrevo sem escrevência. O destinatário ficou lisonjeado e ao passar as mãos sobre aquele papel, soube a relevância. Relevou os dedos e ia lendo aquilo que não escrevi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, o que se diz é o raso. E é no profundo que se abriga a nossa existência. É no profundo que se alberga a nossa resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem tem coragens de tocar o outro assim: quando ele se aparenta com o que não se vê?: quando o outro é tão extenso, que não cabe na visão? Ninguém se refrigera no fato de não haver respostas plausíveis. A questão que desvendei é bem descobrível a olho nu: o desóbvio tem aspecto de demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja que quando se roça no desconhecido, a reação da pele é se eriçar. Cheia de arrepios. Por exemplo, escrever em branco não é coisa certa de se fazer. Apossível. Da mesma forma que não se deve pressionar as palavras contra o papel. Sem mencionar que não é normal escrever como sanfona: muito e depois pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há surpresas ou desconexões, ora, o que se demonstra logo é a necessidade de uma solução. A solução que afugente o demônio do desóbvio. Parece que as mãos só estão bem se estiverem dadas. Mãos dativas. Aquele confortozinho de dez dedos. Quem esqueceu que as mãos são autônomas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem desmencionou que algumas palavras podem ser assintomáticas? Há escritos e mais escritos. Eu escrevo vazio e cheio. Com palavras ou sem, porque a minha expressão de alma já ultrapassou a necessidade de ser real. Basta ser verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2245787947912102586?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2245787947912102586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2245787947912102586' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2245787947912102586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2245787947912102586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/01/verdade.html' title='Verdade'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-9049856052795662840</id><published>2010-01-01T19:45:00.001-02:00</published><updated>2010-04-05T19:46:11.589-03:00</updated><title type='text'>Ano novo</title><content type='html'>veja bem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um novo ano se desdobrou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como um tapete, os dias vindouros se colocam aos nossos pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que nossos passos sejam firmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o caminho seja macio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o paraíso se aconchegue em nossas vidas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-9049856052795662840?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/9049856052795662840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=9049856052795662840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/9049856052795662840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/9049856052795662840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2010/01/ano-novo.html' title='Ano novo'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-5386994833201708248</id><published>2009-11-28T23:19:00.001-02:00</published><updated>2009-11-28T23:22:04.297-02:00</updated><title type='text'>Be bum</title><content type='html'>Delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui um bêbado que balbuciava todo arquejado. Foi andando na rua meio escura. Sem medo, persegui aquele trocar de pernas e farfalhar de braços.&lt;br /&gt;Debaixo de um poste, eu vi uma cena mais linda que a fusão de três estrelas.&lt;br /&gt;O bêbado estava era inebriado. E o seu corpo estava era cintilando.&lt;br /&gt;Não balbuciava, o homem, cantava e não era de desequilíbrio os seus movimentos, mas de uma dança fantástica.&lt;br /&gt;Ele tirou seu chapéu e balançou seu corpo. Abriu um buraco na rua e de lá tirou um violão, fez nascer um banquinho ficou ali. Tocando uma música tão cheia de sons.&lt;br /&gt;O homem era bem moço e seus olhos azuis inhos. Brilhavam feito o mar outonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine! Aquela luz postular&amp;nbsp;e um moço-homem dedilhando melodias. Na medida em que ele abria a boca, os universos cantavam para ele. Ele tinha um cabelo de ouro. Um paletó cinza, com um lenço vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, ele se levantou, mas a música não parou, porque até a realidade queria ceder. Ele veio todo maleável, me pegou pela mão e me mostrou como se faz o impossível. Nós dois ficamos embalando o tédio, empacotando tristezas, incinerando desolações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje me lembro daquela noite, gosto de pensar em como a fantasia reinventou minhas verdades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-5386994833201708248?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/5386994833201708248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=5386994833201708248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5386994833201708248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5386994833201708248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/11/be-bum.html' title='Be bum'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-5209410365498654599</id><published>2009-11-20T23:27:00.001-02:00</published><updated>2009-11-20T23:28:43.969-02:00</updated><title type='text'>Zumbi</title><content type='html'>Tem horas que a gente cisma e é um sacrilégio daqueles. Veja bem, hoje é dia de Zumbi, assim, sorumbáticos mesmo, comemoraríamos o dia. Da consciência negra. Eu, meio pálida, fiquei observando a falta de honraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É&amp;nbsp;que hoje, caminhando pelo meu bairro Americano, vi uma feira. E pensei: “Ora essa, não é feriado?”. Não. Ó, não! Meu corpo tremeu todo diante daqueles melões e morangos e laranjas. Uvas sem caroço. Bem no dia de Zumbi, ali, sendo comercializadas. Frutas em troco de dinheiro. Aquele capitalismo selvagem, de pessoas com olhos coloridos, com caldo de cana dentro da boca. Fiquei horrorizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando gritei. Larguei a bolsa que carregava, abri a boca bem pro alto e gritei. “Não!”. Enchi os pulmões e prolonguei as vogais o máximo que pude. Mas não deu certo, não deram a mínima bola. Meu descontentamento foi enorme quando uma jovem senhora pediu licença, porque queria ver os kiwis e eu estava na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha reação foi correr, procurando meu lar. Chegando, vi meu irmão dando banho na cachorra. Ufa. Banho em cachorra. Só em dias especiais. Acredite. A paz então recobrou seu espaço e me aquietei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almocei. Fui dormir. Aquele soninho dos justos. Cochilei suando no verão que se instalava no meu quarto. E só acordei porque, pasme, um senhor começou a gritar na minha janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atordoada e de pijamas ridículos, eu disse: “Meu senhor, eu estava dormindo e o senhor gritando me despertou. Fale em voz silenciosa, por favor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor me falou: “Querida, sou vendedor de flores, não gostaria de comprar pétalas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonolenta, respondi: “Mas hoje é feriado, é dia de fazeção de nadaísmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resignado, o vendedor proclamou: “Então lhe vendo flores em botão. É flor de nada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei: “E quanto custa?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vendedor sorriu: “Custa um amor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não tenho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nenhum? Nem no passado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Serve do passado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vendedor ficou todo triste olhando pro chão e arrumando as pedrinhas com a ponta dos pés. Até eu fiquei decepcionada, logo num feriado tão consciente acontecer uma coisa dessas. Passou um tempinho e o sol começou a murchar também, o céu ficou todo desmantelado, deixando as cores escoarem pelo horizonte. Como já estava anoitecendo, resolvi permanecer de pijamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei do lado da cama. O vendedor permanecia lá fora, empunhando as flores. Sentou na calçada. Quando a noite chegou mesmo, a lua veio fininha, pois estava desanimada com a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Falta à moça um amor”, diziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava a lua. Fingida. Toda boazinha e delicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vendedor começou a cantar, era uma música tão linda. O vento se sentiu mais leve e começou a soprar a melodia. Eu fui ouvindo. Ele cantava sobre amores extensos e profundos. Sobre pegar de mão, sorriso trêmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu lá sentada, na minha cama de madeira. Com lençóis de cor clara. O pesar não se colava no meu peito, pelo contrário. As ondas do som fluíam e meu cabelo ficou mexendo suave. Gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Acabei adormecendo de novo. Dia de feriado sempre me bate um cansaço. Lá dentro dos meus olhos fechados, senti me beijarem a testa e me falarem baixinho: “Um dia lhe trago suas flores, meu bem.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-5209410365498654599?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/5209410365498654599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=5209410365498654599' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5209410365498654599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5209410365498654599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/11/zumbi.html' title='Zumbi'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-5877650750276929731</id><published>2009-11-16T10:21:00.003-02:00</published><updated>2009-11-16T10:24:02.817-02:00</updated><title type='text'>Esquina</title><content type='html'>Outro dia parei na esquina da minha alma&lt;br /&gt;e fiquei&lt;br /&gt;ali&lt;br /&gt;aguardando quem cruzaria aquele espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve pessoa corpórea&lt;br /&gt;quem apareceu foi uma figura mitológica&lt;br /&gt;ele tinha nariz de plástico vermelho&lt;br /&gt;cabelo de peruca, em dois tufos&lt;br /&gt;laterais&lt;br /&gt;a boca dele era pintada e &lt;br /&gt;nos olhos havia desenhos&lt;br /&gt;a sua roupa era colorida&lt;br /&gt;com bolinhas &lt;br /&gt;e pendurada por um suspensório&lt;br /&gt;roupa que se segura nos ombros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dentes amarelos e&lt;br /&gt;aspecto de fantasia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seria lícito aparecer um&lt;br /&gt;palhaço&lt;br /&gt;quando estamos ouvindo piano e com ares de quem&lt;br /&gt;fuma um charuto de flores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que gracinha&lt;br /&gt;que tamanco saltitante&lt;br /&gt;sapateado&lt;br /&gt;na esquina de mim: um espetáculo informal&lt;br /&gt;do que seja simples e antigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o palhaço ri pra mim&lt;br /&gt;uma menina sapateia&lt;br /&gt;eia! Sou eu! Com aqueles sapatos&lt;br /&gt;sou a pareja dele&lt;br /&gt;e juntos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;balançamos o corpo numa dançazinha ridícula&lt;br /&gt;daqueles que se divertem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de repente&lt;br /&gt;recomeça aquela música clássica&lt;br /&gt;lenta&lt;br /&gt;com coro&lt;br /&gt;e em francês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de repente&lt;br /&gt;em um reflexo inesperado&lt;br /&gt;eu me crio asas&lt;br /&gt;e o palhaço vira&lt;br /&gt;aurora boreal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que lindo!&lt;br /&gt;aquelas nuvens de céus&lt;br /&gt;percorrendo meu corpo&lt;br /&gt;seria isso amor?&lt;br /&gt;ou poesia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- imaginação! – grita o palhaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois de passado tudo isso&lt;br /&gt;depois dos olhos abertos&lt;br /&gt;depois que desdobrei a dita esquina e a fiz rua reta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me rio eu&lt;br /&gt;me deságuo toda&lt;br /&gt;me percorro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em sensações inventadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-5877650750276929731?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/5877650750276929731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=5877650750276929731' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5877650750276929731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5877650750276929731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/11/esquina.html' title='Esquina'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4494741923833659333</id><published>2009-11-11T22:04:00.000-02:00</published><updated>2009-12-11T22:04:48.487-02:00</updated><title type='text'>Pendura</title><content type='html'>A vida, meu caro, é um penduricalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E penso que somos nós, viventes, as suas hastes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seríamos para enfeite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou é por vitalidade que vivemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4494741923833659333?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/4494741923833659333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=4494741923833659333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4494741923833659333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4494741923833659333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/11/pendura.html' title='Pendura'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-5819377824952081202</id><published>2009-11-03T14:48:00.001-02:00</published><updated>2009-11-03T14:48:47.700-02:00</updated><title type='text'>Medonho</title><content type='html'>Aqui, neste lugar, se fala particularmente de um medo estrangulante. O medo do futuro não renovável, do presente perecível como pêra madura. O apodrecimento do gostoso da vida...assim, impune.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas frutas há muita água e no mar, muita leguminosidade. Inversão: o sólido escoa e o líquido lhe prende. Em observação contumaz, se vê o tanto de loucura que há no mundo. O mundo pêra madura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba que ontem fui dormir na minha outra casa e ouvi o mar entrando no quarto pela janela. Não era vento, era mar, ele tinha ondas e tentáculos. E conforme eu ia ressonando, o mar ia se instalando todo oceano ao meu redor. Transformei-me numa ilha, cheia de diversidades tropicais. Eu não tinha mais cama, eu levitava na água azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sei explicar como, mas eu enxergava tudo de olhos fechados. No quarto daquela minha outra casa é tudo muito escuro e a noite não apresenta nem sequer sombras, nem penumbras. Onde os olhos são inúteis, eu via com absoluta clareza. Aquele mar desperto a me sequestrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de dormir eu estava mesmo me sentindo com vontades de invocá-lo e tê-lo assim, mais de perto, mas não tive coragem. Na verdade, eu amava o mar pois sabia como era ser de uma finitude infindável e sabia como era navegar em si mesmo. Eu e o mar somos caminhos e somos ancoradouro. Profundezas e praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas naquele dia, ontem mesmo, quando fui surrupiada, os meus pés estavam tão fincados no chão que eu adormeci. E tive sonhos estranhos: de pêssegos podres, de colares de peixes, de pessoas distantes. Meu coração se afundou dentro de mim, todo esquisito, foi buscar algum consolo no meu fígado, se descolou das artérias e foi parar no meu pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando senti que meus pés estavam pulsando, foi quando senti que estava plantada na terra. O mar veio me visitar e me lembrar de quantos tons somos coloridos e de quantas espumas peroladas são feitos nossos risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressurge então o início da história, do mar na janela da minha outra casa e eu ilhando, oceânica.&lt;br /&gt;O mar foi me resgatar do solo firme em que eu me afogava, pois que eu morro de estar seca. A sequidão me traz pavores intensos. Eu sou marítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mesmo de noite e a água do mar estava bem gelada, os pêlos do meu corpo se eriçaram de um prazer meio frio. Oscilando estre a consciência e o delírio, eu fui sendo boiada pelas escadas, até que estava no terraço daquela minha outra casa. Passei pela porta aberta pela correnteza. Fiquei na altura do teto, o mar escoava por entre as grades, mas não caia no chão da rua. O mar flutuava. Pensei que ficaria retida. Aprendi uma coisa: na retidão é que se apresenta o que há de extraordinário. O mar me engoliu todinha e eu virei liquefeita. Ele prendeu minhas narinas e me deu golinhos de ar. Bebi ar pela boca do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na rua, a flutuação do mar me aguardava, senti um questionamento: em que praia desembocaremos? Falei com a boca cheia de bolhas.&lt;br /&gt;Praia dos Anjos ou Praia Grande?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar fez carinho nos meus cabelos e disse:&lt;br /&gt;Vamos subir o Pontal do Atalaia, vamos para o mar aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já foi lá naquela outra casa, sabe o que o Morro é bem de frente e que o mar fica bem atrás dele. Casa-morro-mar. A partir daí, foi uma morrência relativamente rápida e num piscar de olhos eu já estava desaguando. O mar estava muito carinhoso e solidário. Sempre me chamava de peixinho. A sensação de alívio perpétuo me inundava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde ontem vivo no mar. E não consigo entender como fui nascer tão longe da minha pátria. &lt;br /&gt;Ainda bem que voltei. Mar adentro.&lt;br /&gt;As janelas devem estar sempre abertas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-5819377824952081202?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/5819377824952081202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=5819377824952081202' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5819377824952081202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5819377824952081202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/11/medonho.html' title='Medonho'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6527010875854714903</id><published>2009-10-25T17:03:00.000-02:00</published><updated>2009-10-25T17:03:22.458-02:00</updated><title type='text'>Repetição</title><content type='html'>Vamos fazer poesias modestas&lt;br /&gt;Vamos brincar de cantar&lt;br /&gt;Vamos cantar de fazer riso&lt;br /&gt;Vociferar. Vociferar.&lt;br /&gt;Arrastar a tristeza para longe&lt;br /&gt;E ali fincar o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos pular de alegria&lt;br /&gt;Vamos dançar de rodar&lt;br /&gt;Vamos correr para o alto&lt;br /&gt;Movimentar. Movimentar.&lt;br /&gt;Até chegar o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos olhar para cima&lt;br /&gt;Vamos lutar para vencer&lt;br /&gt;Vamos falar com estrelas&lt;br /&gt;Endoidecer. Endoidecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6527010875854714903?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6527010875854714903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6527010875854714903' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6527010875854714903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6527010875854714903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/10/repeticao.html' title='Repetição'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2968892936101537452</id><published>2009-10-11T11:22:00.000-03:00</published><updated>2009-10-11T11:22:29.817-03:00</updated><title type='text'>Enlace</title><content type='html'>Outro dia me falaram de amor&lt;br /&gt;e eu, abobalhada, fiquei sorvendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui num casamento de almas.&lt;br /&gt;Ah, não se pode imaginar a densidade do véu, &lt;br /&gt;o brilho do branco que se arrasta em cauda.&lt;br /&gt;Noiva deve ser feita de nuvem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles passos marcados, &lt;br /&gt;é ela a própria música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invade a sagrada igreja com a pretensão de selar o infinito&lt;br /&gt;com a coragem de um sorriso trêmulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faz brilhar o colorido&lt;br /&gt;faz brilhar&lt;br /&gt;o apagado das coisas:&lt;br /&gt;reluzir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o padre disse&lt;br /&gt;"vocês prometem amor eterno e fidelidade perene?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todos na igreja gritaram&lt;br /&gt;"sim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nós cremos&lt;br /&gt;cremos nas escrituras&lt;br /&gt;em deus trino&lt;br /&gt;em jesus vivo&lt;br /&gt;no amor de adão e eva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;invocamos que o amor seja verdadeiro&lt;br /&gt;e sobeje em nossos corações&lt;br /&gt;e se case em nossas vidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imploramos&lt;br /&gt;para que fiquemos impunes&lt;br /&gt;por dar-se em amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;junção&lt;br /&gt;esta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como um fio indestrutível de esperança&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2968892936101537452?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2968892936101537452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2968892936101537452' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2968892936101537452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2968892936101537452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/10/enlace.html' title='Enlace'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2031449710526960131</id><published>2009-10-05T22:49:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T22:49:04.883-03:00</updated><title type='text'>Curso de poesia</title><content type='html'>Compareci a uma oficina de poesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poetas começaram a pegar penas e vestir gravata borboleta. Eu estava lá de aluna ouvinte, por isso me vendaram os olhos e taparam minha boca com fita adesiva. Cheirar podia. A sala tinha cheiro de perfume de mulher bonita. Mas daquela mulher que faz comida gostosa, que come manga sentada no portão, que tem sorriso branco e tranquilo. Aquele cheiro era tão gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oficina todos tinham olhos coloridos. Com duas ou mais cores. Era requisito básico. Eu mesma, para entrar, tive que arregalar bem os olhos e me fazer de vesga (para eles conseguirem ver os cantinhos da minha íris).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles poetas trabalhavam muitíssimo. Uns ficavam horas olhando para um passarinho, outros concentrados em seu amor platônico. O mais incrível era quando nascia uma poesia em voz alta: eles se levantavam de súbito em reverência à Inspiração. Eles achavam que a Inspiração vinha do Deus, então se punham de pé, como que em louvor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há casos de pessoas que escreveram um só verso em quarenta anos, mas todos os dias se erguiam eretos em reverência, pois sempre se sentiam poemando. Pois sempre se sentiam em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era comum que eles contassem piadas, era comum que eles se abraçassem chorando. Eu achei esquisito que usassem bermudas e gravatas. Mas me explicaram que era apenas uma questão de estilo e que já houve épocas que eles usassem blusões floridos ou ternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de acabada a oficina, perguntei como fazia para me inscrever e ser perene com eles, no que um ancião me respondeu:&lt;br /&gt;- Para ser poeta devemos estar em todos os tempos. Escrever para o sempre. É proibido viver em futuro do nosso passado. Devemos abandonar nossas glórias e vergonhas, devemos nos despir. Inventar. Delirar. Saborear. E quando se der do poema brotar quente em nossas mãos, levantar-se submisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei porque eles não se prostravam, se não seria mais adequado do que ficar de pé, mas um jovem poeta disse:&lt;br /&gt;- Menina, quando ficamos de pé diante de Deus, imenso como ele é atestamos: somos pequenos, nosso corpo é miúdo, nossa alma restrita. E Deus gigante nos beija a face com amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um senhor disse:&lt;br /&gt;- Cada poesia que goteja no mundo é o amor de Deus que transbordou de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apressada, eu falei para eles:&lt;br /&gt;- Quero ser poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim me responderam:&lt;br /&gt;- Então, coloque-se de pé, eis que agora você se nasceu poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2031449710526960131?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2031449710526960131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2031449710526960131' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2031449710526960131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2031449710526960131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/10/curso-de-poesia.html' title='Curso de poesia'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-989788430210450554</id><published>2009-09-26T22:35:00.000-03:00</published><updated>2009-09-27T14:14:29.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Neruda</title><content type='html'>Mariposa é borboleta&lt;br /&gt;Caracol é lar&lt;br /&gt;Onda tem orelha&lt;br /&gt;Chuva se desnuda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poesia&lt;br /&gt;tudo se suprime do nada&lt;br /&gt;e chupamos o doce da vida&lt;br /&gt;vendo o leque de crepúsculos&lt;br /&gt;comendo estrelas&lt;br /&gt;lambendo ternura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é&lt;br /&gt;a invenção mais real&lt;br /&gt;de se parir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-989788430210450554?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/989788430210450554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=989788430210450554' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/989788430210450554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/989788430210450554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/09/neruda.html' title='Neruda'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-9089588672321779740</id><published>2009-09-22T14:09:00.001-03:00</published><updated>2009-09-27T14:14:29.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Pavão Pavãozinho</title><content type='html'>Vi um pavão, todo cheio de penas, lustroso, exibicionista, maquiavélico, mal intencionado mesmo. Não venha me dizer que faz parte da sedução e que é em busca de um grande amor que ele se abre colorido. Nada disso. Pavão de rabo de leque quer mesmo é aprisionar a todos pelos olhos. Nunca vi plano tão cruel: demonstrar-se inenarrável. Pois que assim, não há como prevenir ninguém. Por mais que anúncios fossem feitos, explicações extensas e vigorosamente científicas fossem proclamadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um encanto, não sei. Mas vi duas crianças tropeçarem ao vê-lo, uma outra deixou o pirulito cair das mãos, parece que a medida que ele se apresentava, a mão da menina ia afrouxando, como que impotente e arregalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falo do que tenho visto. E vi um homem chorar e secar as lágrimas com o jornal, o pessoal que passava teve que segurá-lo, porque ele queria se abraçar no animal pavão. Um escândalo absoluto, começou a juntar gente, policiais foram chamados, mas adivinhe? Exatamente, todos sucumbiam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os guardas pegaram seus cassetetes e fizeram um monumento para O Pãvãozão. Naquela confusão alguém começou a reclamar que a obra de arte estava atrapalhando a visão e deu um chute. Então, foi uma montanha de cassetetes golpeando todo mundo na queda. Terrível. Obviamente, uma ambulância foi chamada, chegou com sirenes, luzes vermelhas piscando (aliás, quero ressaltar que era um carro belíssimo). Alarmados, a equipe médica se colocou a postos: talas, injeções, esparadrapo. Havia uma quantidade impressionante de povidine. Ao se aproximarem dos feridos, viram que eles balbuciavam palavras como: plumas, lindo, quero. E apontavam, apontavam e esticavam as mãos em uma direção, como que tentando puxar algo. Já meio amedrontados, os ambulantes que cuidavam dos enfermos olharam: viram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arruaça se instalou. Algumas injeções ficaram ali, penduradas no bumbum do paciente. Coitados. Mas não teve para ninguém, o motorista da ambulância, quando percebeu o que acontecia, engatou a primeira e foi na frente de todo mundo para ver o ditoso pavone. Naquele afã, acabou atropelando quatro lagartixas que transitavam pelo local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí se dá o perecimento da estória, já que o pavão era amigo das bichinhas, logo que viu seus corpos estraçalhados, ficou mole, murchou a cauda e foi tristonho andar na grama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-9089588672321779740?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/9089588672321779740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=9089588672321779740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/9089588672321779740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/9089588672321779740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/09/pavao-pavaozinho_22.html' title='Pavão Pavãozinho'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-5132833580931866469</id><published>2009-09-13T14:13:00.001-03:00</published><updated>2009-09-27T14:19:43.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Descumprição</title><content type='html'>Sérgio era homem de bem. &lt;br /&gt;Tinha um cabelo assim&lt;br /&gt;meio&lt;br /&gt;colado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na&lt;br /&gt;cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e face muito &lt;br /&gt;viva. &lt;br /&gt;Sérgio era gente de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plantava Odete no peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odete&lt;br /&gt;tinha jeito de quem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumores diziam:&lt;br /&gt;Sérgio e Odete tinham&lt;br /&gt;olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de quem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se ama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;clandestinamente&lt;br /&gt;mal entendiados&lt;br /&gt;semsaberemmuito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio&lt;br /&gt;quem?&lt;br /&gt;Odete&lt;br /&gt;como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num poema confuso&lt;br /&gt;leram&lt;br /&gt;releram&lt;br /&gt;para no final&lt;br /&gt;desentenderem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio tinha jeito de bem&lt;br /&gt;Odete era gente de quem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-5132833580931866469?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/5132833580931866469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=5132833580931866469' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5132833580931866469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5132833580931866469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/09/descumpricao_13.html' title='Descumprição'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7603686180615996732</id><published>2009-09-09T14:14:00.000-03:00</published><updated>2009-09-27T14:15:20.554-03:00</updated><title type='text'>Iô-iô</title><content type='html'>Quem me dera, que coisa boa seria ter a vida de iô(iô), ficar indo e vindo passeando numa cordinha de barbante, ter sempre uma mão me esperando para me rolar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E caso eu virasse de mal jeito, ficasse só a rodar um tempinho baratinado, mas tão logo me vissem fora do eixo, me enrolassem, me arrumassem e me soltassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom, fariam esculturas com meu corpo ioioante. Seria bom: eu seria tratada com destreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom esse balançar de cadeira bamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida o que se quer mesmo é ter quem lance e ter quem puxe. Se me fosse dado um ioioador competente e aprumado, quem sabe eu não acenderia luzes ou emanasse algum tipo de som. Daqueles sons especiais que testificam excelentes resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu, iô-iô, fosse feita objeto pessoal e guardado com cuidado no bolso. Se eu, iô-iô, fosse artigo de passa-monotonia ou libera-tensão-grave. Se eu fosse desse tipo de gênero, seria espécie divina. E assim, ioioandaria pelo mundo feliz e congratulada de emanar de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria como um cachimbo que estimula graciosos pensamentos dos velhos. Ou como uma escova macia que desembaraça o cabelo das mulheres antigas. Ioiozaria tranquila a vida de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iô iô : iá iá. Canseira gostosa de partir sem distanciar-se tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7603686180615996732?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7603686180615996732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7603686180615996732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7603686180615996732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7603686180615996732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/09/io-io_09.html' title='Iô-iô'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7524076302548189250</id><published>2009-09-02T14:16:00.000-03:00</published><updated>2009-09-27T14:17:23.699-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Pipoca</title><content type='html'>Era uma vez uma menina que se chamava Dona-quer-saber. Dona-quer-saber é muito bonitinha, tem o cabelo bem enrolado, daqueles que sugerem: tôim e nós, bobos, louvamos: nhôim. Tôim nhôim nhôim e o cabelo dela vai fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina Dona andava meio engraçado, sabe? Parece que ela dava um jeitinho de levitar, de tão macios que eram seus passos, mal deixava pegadas. Você não imagina como eram os olhinhos da garota! Eles eram redondos e enooooooooormes, de uma cor meio verde meio mel. Uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhorita Dona dona, bem queria saber de uma coisa - e nisso eu queria que você me ajudasse, caso tivesse algum palpite. Ouça bem a seguinte estória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dona dona, dona, dona. Então, a senhoritazinha estava querendo descobrir de quem Mário gostava e ficava quebrando a cabeça, dia e noite, noite, tarde e madrugada. Pensando, pensando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De quem Mário gosta?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você vá logo dizendo apressado: "Mas que fofoqueira!". Não é nada disso, é porque a mocinha não era uma boa entendedora de corações e ficava toda confusa. Na verdade, Quer-saber queria descobrir-se objeto do amor de Mário. Porque já estava decidida de que se Mário gostasse dela, ela também gostaria dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nada, nem uma pistazinha. Coitadinha dela, pensava no Mário até quando escovava dentes, e nada. Não conseguia descobrir. Perguntar a ele? Não! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona-quer-amor tinha duas opções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Mário estava apaixonado por uma rapariga qualquer, que ela nem conhecia e provavelmente era um banguela cheia de perebas na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ele estava loucamente apaixonado por ela, só que ele não conseguia dizer isso, pois temia que ela não o amasse. Só que não sabia que ela tinha uma pré-disposição para amá-lo muito, desde que o viu. Só que não podia. Só que sem saber disso ele ficou quieto. Só que esse silêncio e esse tempo de quietude só fez tudo ficar bagunçado nas vidas. Só que tudo ia se resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensou em mais nenhum caminho possível, descartou logo as suposições que envolviam alienígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai ai. Carrapato não tem pai. Olha, ninguém sabe o que passa por dentro dos olhos dos outros. Vai ver a menina era a flor mais colorida de Mário. Vai ver ele guardou em segredo esse imenso amor. Vai ver, ah, vai ver ele olha pro mar e lembra dela. Recita poemas pensando em seus cachinhos. Vai ver eles serão felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona-quer-saber, quem saberia lhe responder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será o tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aposto minhas meias vermelhas que não, que isso chegará por boca mesmo, boca de gente. Com notícias de campo, da donzela banguela ou da Doninha habitante do peito de Mário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso o que tinha pra contar. Agora que já terminei de falar os fatos e relatos, vou para minha sugestão de final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona-flor-que-Mário-quer em uma dia de verão com a lua bem cintilante. Digo dia, mas já era de noite (achei melhor explicar os detalhes). Dona-etc-etc, encontra-se com Mário, sem querer-querendo muito. Resumindo: A garota saiu de noite pra bater perna e paf! deu de cara com o dito cujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prepare-se, é romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, aí. Mário olhou para a Quero-quero e ficou deslumbrado e nem esperou ela piscar ou coçar bochechas, por exemplo, não. Ele foi logo olhando bem dentro do globo ocular dela e dizendo: “ó, criatura lindorosa, eu sou caidinho por você, não sei como não percebeu antes”. A Dona-quer exclamou: “ih, criatura divina, eu sou distraída mesmo, mas adorei saber dessa novidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, com a maestria celestial de corações transbordantes, comeram pipoca e deram as mãos. As bocas, essas coisas de namorico, ninguém precisa ficar explicando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7524076302548189250?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7524076302548189250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7524076302548189250' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7524076302548189250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7524076302548189250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/09/pipoca_27.html' title='Pipoca'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4262790332037378688</id><published>2009-08-29T22:51:00.001-03:00</published><updated>2009-08-29T22:52:52.389-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Lorota boa</title><content type='html'>Recebi uma notícia que dizia assim: estacione-se, pois que é hora de ver as cores da aurora. Foi com um grito reprimido de alegria que aprontei meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pus uma delicada blusa de renda com botões de pérola, prendi meu cabelo com grampos dourados. Fiz as maçãs do meu rosto mais vermelhas, pintei meus olhos cuidadosamente. E fiquei feito flor desabrochada e suave.&lt;br /&gt;Recebia os ventos, as brisas e meu perfume decolava.&lt;br /&gt;Ao andar, a grama se prostrava diante dos meus pés e eu flutuava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suspenso e com uma sensação amorfa de esperança, fico assim, fincada na vontade dessa idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4262790332037378688?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4262790332037378688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4262790332037378688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/08/lorota-boa.html' title='Lorota boa'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4364258626937594651</id><published>2009-08-27T22:24:00.001-03:00</published><updated>2009-08-27T22:26:24.312-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Gabinete</title><content type='html'>A situação é de perplexidade e gozo sem fim.&lt;br /&gt;É um abraço daqueles macios que transmitem a textura de um rosto de aconchego.&lt;br /&gt;Um certa bochecha avermelhada, rubra, ornamentada por uma face dócil e alva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perplexidade me cansa a alma e caminho com os pés pesados de tanto chão. Parece que, por algum motivo, as solas se apegaram ao centro da terra e meus ombros são sugados para baixo, de maneira que meu tronco é comprimido e minha mente se desfaz em agonia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perplexidade me regenera, com uma serenidade quase cruel. Depois que se leva o susto, é tendência humana aliviar-se: pela sensação forte e abrupta não perdurar para sempre. Aquele estraçalhar atônito não ser infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é perplexa e exaurida que puxo um fio de esperança, um certo fio de ouro que ornamenta meus cabelos, corpo e vestido. E assim vou tecendo com esse fio imenso...vou tecendo num linho branco, que se movimenta e dança em mim, que se prende e me cobre lindamente.&lt;br /&gt;Como uma princesa resoluta, limpa e descansada, fecho os olhos embebidos em cílios sonhadores. Cotidiana mesmo, esbanjo acontecimentos fantásticos em um mundo de puro prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perplexidade me levou para caminhos extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chegado um bom lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4364258626937594651?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4364258626937594651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4364258626937594651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/08/gabinete.html' title='Gabinete'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2166856271735569529</id><published>2009-08-08T20:53:00.001-03:00</published><updated>2009-08-08T21:01:35.599-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dorinha'/><title type='text'>Que é o amor, Dorinha?</title><content type='html'>É uma espécie de moer de ventos, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, penso que é como se os pulsos de transportassem mutuamente e ficássemos rarefeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso o amor, Dorinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei Arlindo, às vezes percebo que o amor é como o teto visto do chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arlindo. Do chão vemos quão distantes estão os tetos. O teto para os que se deitam é como a parte de dentro do cume. É o interior do ponto mais alto. O amor é isso, meu bem, é ver de dentro nossas alturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que se vê de lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre se vê o que os olhos mostrarem. Antes de dormir, no silêncio da casa morta, me arrumo no chão, como quem é macia para as pedras e não se arranha em nada que risque. E assim, maleável e morna, rodo meu corpo, barriga apontada para o céu, olhos na parede de cima. O amor, Arlindo, é a parede que nos cobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cobre da chuva e das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente, é pela mesma proteção que abrimos mão de brilhos dos universos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vale a pena, Dorinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido Arlindo, se não são as estrelas do peito as que reluzem mais e os passos que nos conduzem para o abismo aqueles em que há mais vida. A vida é um puxar de cordas: puxamos profundezas, nos suspendemos a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de ser de nós, Dorinha? Temos um amor tão forte que ultrapassa nossas realidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de ser de nós, Arlindo? Somos tão felizes que sobejaremos eternamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2166856271735569529?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2166856271735569529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2166856271735569529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/08/que-e-o-amor-dorinha.html' title='Que é o amor, Dorinha?'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4425888208545482378</id><published>2009-07-27T23:09:00.002-03:00</published><updated>2009-07-27T23:17:59.456-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Conto do perdão burro</title><content type='html'>Era uma vez uma cidade real, onde muitos se conheciam e outros tantos se indiferenciavam. Pepita vivia na cidade realeza com modesta vivência, era uma jovem pálida e quieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, havia algo em Pepita de desdizia sua existência, pois que se a menina se movia, tragava toda a vida para perto de si e se sorrisse, as rosas desabrochavam de prazer. Pepita era repugnante e singela, uma dessas criaturas místicas que evitamos nos apegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua forma de balançar mundos, suave e melodicamente, Pepita era pessoa notável. Conhecida por sua bondade, Pepita se ia, repetitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia um mal sobreveio. A jovem ficou tão triste e tão pálida como sempre foi. Só que agora, sem mais contrapontos e contrapassos. O mal machucou Pepita e ela ficou doente, feito planta murcha no inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela&lt;br /&gt;tentava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não conseguia. E por solidão e desespero só, chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vivia naqueles tempos medievais e frios e usava uma touca branca que cobria seus cabelos. Usava vestido cheio, com avental por cima e sujo de carvão.&lt;br /&gt;E assim, ela chorava, vestida bem dela mesma. Em tempos remotos, de calabouços e princesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns passarinhos observavam a mocinha, tristonhando por ela. Mas gente de humano, apenas uma apareceu. Chamava-se Fine e era mulher pequena, magra e aguda. Fine trouxe pedaços de cores, trouxe pedaços de terra, trouxe pedaços do favorito. E Pepita se apegou a Fine, criando para ela regra de exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fine foi dizendo para Pepita que não esbravejasse contra os abandonantes, pois que queriam ter sido chamuscados pelo fogo que consumia Pepita, mas que não deu, por vontade não foi. Por vontade tinham sido tão trucidados quanto a jovem. Por desejo eram próximos e por desejo, confiáveis. Que perdoasse, a Pepita, a falta deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pepita viu-se boba tola, e como quem resolutamente mete a mão no piano e toca uma nova canção, cancionou. E todos dançaram e todos celebraram. Até cansarem, até adormecerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Pepita então parou, para se unir a eles e descansar. Porém, enquanto caminhava para o aconchego, viu o mal etiquetado, no bolso de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu, riso, música e paz para quem quase lhe comeu os olhos. Sua esperança foi estrangulada. A jovem pegou-se toda ela, abandonou as roupas reais e descambou-se para o reino da fantasia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4425888208545482378?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4425888208545482378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4425888208545482378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/conto-do-perdao-burro.html' title='Conto do perdão burro'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3560582297588448802</id><published>2009-07-23T11:14:00.001-03:00</published><updated>2009-08-09T20:37:20.974-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dorinha'/><title type='text'>ração: parte de tudo</title><content type='html'>“Mas que até razoável tem limite?”. “Eita!”. “Mas se é razoável pronto está sempre.”&lt;br /&gt;Como narrador fiel, transmitirei o pensamento bruto, daquilo que ela dialogava em seu monólogo: “se razoável é coisa boa e equilibrada não deveria de ter limite. e se me dizem que nada demais é bom, digo logo: hipócrita. ser feliz ilimitadamente é crueldade? deve por algum acaso ser evitado? certo que não. parando de despistar, engatinho para o bucho desse raciocínio. a razão precisa de um limite e não o razoável. isso que cabe na compreensão. razoável é a razão fazendo ponderação, se esforçando ao máximo para minimizar equívocos. razoável é fugidor do erro ou enfrentante, se preferir. na medida que:&lt;br /&gt;ou foge carregando o que é importante, faz uma trouxa nas costas e se afasta correndo para que o deslize não tropece no cidadão protegido ou saca uma espada e lança a trouxa para trás de si, impedindo o ferimento do protegido cidadão. fugido-corrido ou parado-espadado é situação de valentia. razoável é questão corajosa e a razão fica boba boba por ter esse atributo. só que o erro sempre beija a face dos humanos. o que demonstra a simplicidade da ruína dos conceitos. a verdade vitoriana é que em alguns momentos o erro será uma etapa e não se deve abortar o processo por conta disso. e se aprende a desequivocar-se. é normal. então é que o cidadão protegido vitoriano é aquele que pega no ombro do razoável, inclina a fronte para dizer: quero tentar, razão. e finca limites do suposto razoável. assim cabe na imaginação e se entende melhor.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3560582297588448802?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3560582297588448802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3560582297588448802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/racao-parte-de-tudo.html' title='ração: parte de tudo'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-5492488577915341183</id><published>2009-07-23T10:59:00.002-03:00</published><updated>2009-08-08T21:01:17.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dorinha'/><title type='text'>Pedaço de um todo</title><content type='html'>O que Arlindo bem sabia era que Dorinha era a paixão da vida pequena dele. Era a pureza dele e ele que não era mau moço que era tipo de gente desejante ável por muitas. Ele parou com o mundo e tudo e ficou perambulando pela vida todo cheio de ramos de esperança, sem saber onde plantar ele sabia era que Dorinha que não o queria e sofria por isso.&lt;br /&gt;Não entendia mais porque se lavavam roupas ou porque persistiam as meias. Se não podia ter Dorinha. Se não podia pegar suas mãos envolver seu rosto com vocábulos de carícias. Ele compôs canções esqueceu de ser homem prático e vivia agora com poemas os escrevia  nos muros da sua cidadela. Nos campos o que via era o serenar do vasto e isso dava um cansaço tal que se sentava no meio do trânsito de seus sentimentos. Sentia-se frágil e vulnerável. Aquela mulher tão vivente lhe arregaçara a vida, alargara suas mangas e agora estava frouxo de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-5492488577915341183?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5492488577915341183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5492488577915341183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/pedaco-de-um-todo.html' title='Pedaço de um todo'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8802364649121569497</id><published>2009-07-18T14:26:00.000-03:00</published><updated>2009-08-08T21:01:17.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dorinha'/><title type='text'>Dorinha (vem)</title><content type='html'>A vida, Dorinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti necessário um narrador em terceira pessoa. Alguém para acompanhá-la nessa saga, nessa tristezinha que você está. E como você, Dorinha, começou falando sobre conceitos, preceitos e conclusões, faço o mesmo para não lhe surrupiar o estilo. Venha comigo Dorinha, que hei de dar-lhe um final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorinha pensava muito e sempre que pensava inventava umas firulas para sua existência. Dorinha não parava de entender o que era vida e, nessa etapa, percebeu o quão importante foi refletir sobre os tempos verbais (presente, passado e futuro). Digo tempos verbais, porque, ainda que não percebesse, Dorinha era extremamente gramatical. Pensava em letras e se apegava a um pedaço de papel mais do que a ouro e a diamantes. Pensando, pensava Dorinha que letras são jóias que acabam morando dentro de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ao pensar nos tempos -ditos verbais- concluiu quase que espontaneamente o que vem a ser a vida. A vida, ela dizia em sua meditação, é o que acontece entre o futuro e o passado. A vida não é o agora, porque agora é instantâneo. A vida é uma linha contínua de agoras, um período, um pedaço de tempo fluido que transita entre o mistério do que será e o conhecimento do que já foi. Isso é a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorinha sentiu-se feliz. Pois, pela primeira vez, sentiu-se livre do tempo. Agarrou-se a vida sem nomenclaturas. Um alegria tão calma, ficou mansa e adormeceu. A Dorinha, nossa mosquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isadora sonhou depois de muitas e muitas noites sem dormir. E isso lhe deu um prazer tão cru, que interrompia-se no próprio sonho na afobação do que acontecia. Era coisa de estória simples, daquelas que continuamos em um filme eterno e esquisito. Fato é que sonhava e era o bastante, pelo menos por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ligeiramente desagradável quando surgiu um pretendente antigo, ali, no meio da cena. O problema era que o tal insistia em participar, embora a menina o afastasse. Ele vinha cheio de olhos e de face. Dorinha se lembrou do ritmo dele, do tipo de movimento que ele tinha. Seu nariz era particularmente bonito. Assim, acabou-se a festa: a realidade chegou rendendo a todos e tiveram que entregar a fantasia. Acordou-se querendo dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota - chamo assim porque já sou narrador mais antigo-, a garota percebeu que nem em mundos inventados conseguia a paz de um amor tranquilo. Ficou enraivecida, como era de se esperar. Fazia um frio ensolarado nesse dia, pelo que pegou um agasalho modesto e saiu-se para passear. Escolheu um parque daqueles com árvores quietas e abundantes. Sentou no banco e inutilmente teve esperança. Depois de alguns minutos já estava como um ramo que quebra e fica pendurado ao caule, como se vivo estivesse, morto que está. Vivia assim, Isadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui para frente chamarei de Isadora, por questão de respeito puro. Aquela linda criatura feita de gente. Isadora estava cheia de areia por todos os lados, o deserto lhe cobriu e ela serviu de monte, de trecho igual. Coitada, tão alheia a ela mesma, tão só de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Isadora queria esparramar, mas virou-se gota de novo. O final feliz que lhe proporciono é o que os velhos e sábios dariam. Achar nesse agora esticado que é a vida algo que não a compensação da felicidade. Como narrador onipotente, instauro em Isadora um esquecimento total de seus sonhos impronunciáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isadora notou-se diferente. Havia uma leveza tão particular tão boa. Alívio. E se deu conta que seus sonhos haviam sumido. Sem desespero. Alívio. Para mostrar que alguns ideais devem ser abandonados, Isadora vestiu-se de flor e desabrochou. Silente, intrinsecamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O narrador e a Isadora concluíram que soluções das mais diversas são possíveis. Conceberam que nem sempre o que dói é o pior. Que há sonhos podres e é preciso limpar-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8802364649121569497?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8802364649121569497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8802364649121569497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/dorinha-vem.html' title='Dorinha (vem)'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4109664634863648897</id><published>2009-07-15T15:29:00.001-03:00</published><updated>2009-08-08T21:01:17.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dorinha'/><title type='text'>Dorinha</title><content type='html'>Outro dia estive pensando: que é o futuro senão pingo caído no chão? Pingo de chuva morto no chão, vem do céu cai na terra, vira lama. Futuro é isso, não se engane. Em algum lugar o ‘agora’ se chama ‘tempo real’, e todos querem. O tempo real. E o que é o passado então? Tempo ficto. Deve de ser. Deve de ser. E com caraminholas na cabeça, não me sai dos pensamentos que o presente para mim é o mais utópico, é sensacionalismo, fantástico em demasia. Não gosto de viver de futuro, porque esse inventar me cansa, são tantos caminhos e sóis. Gosto de beber do passado, rememorado e findo. Refaço notícias gordas e frescas. É o que gosto. O passado me alimenta e se projeta em meus olhos, vejo tudo medieval, meus vestidos se alongam e rendas brotam em meu colo. Gosto dessa nostalgia inventada, de fazer do mesmo fato milhões de estórias. Reler e reler, sem se prender ao verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que o futuro, amigo do agora, cheio de surpresas nefastas, impregnado de acontecimentos podres. Não tenho fé no futuro, nem esperança no agora, o que me encanta é o passado. Arrasto-me sobre ele e absorvo seu cheiro de flor ida. Desde muito vivo sepultada, morreram e com eles me faleci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava caminhando nas minhas próprias casas e senti um pingo de chuva cair em mim. Pode isso? A chuva perseguir os reclusos? Senti-me intimidada pelos céus, lotados de nuvens molhadas. Vez por outra, me pego andando pela rua e sendo gotejada, pingo único só para mim, demonstrativo de que não existem tetos: somente céus e infernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isadora é nome meu. Nome de dor poderosa. O mundo sente-sabe quando nasce uma fagulha de destroço, nasci-me, desde pequena nasço sempre. Já fui de todo jeito, já comi todo tipo de comida. Meus olhos que continuam mesmando e meu cabelo que continua em fios. De resto sou outra mulher. Dorinha que me chamam e eu atendo. Não sei porque sabem meu nome, quisera eu que se emudecessem ou que meus ouvidos se fechassem. Seria meu descanso, meu milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre esse abandono velado. Toda vez em prontidão, esperando quem me espanque. Dorinha, dizem, você é uma flor amarela pequena e pura. Dorinha, exalam, seu cheiro é bom e sua pele macia. Dorinha, pedem, deixe de estar e venha para eu ter. Dorinha, mentem, nada de mal lhe acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usam o diminutivo para aumentar minha vontade, vou-me rasteirinha, regando-me toda e inventando canções de amor. Trabalho por horas a fio, engulo arco-íris sem fim. Observo o dourado da palha. Recito minha crença antiga: existe o amor, existe amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorinha, explicam, tenha paciência comigo. Dorinha, calam. Dorinha, massageiam, você é mais bela que o som. Dorinha, concluem, vá embora tenho medo de amar. Abrupta socorro-me lentamente, pego minha crença mendiga, pedaço de papel desvantajoso, a guardo dentro da blusa, colada no peito, no quente do corpo. Com esperanças de que se transforme em viva com o calor do que me falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso me apego ao passado, me aquietam os desastres já conhecidos, aquilo que já foi mastigado. Quando futuro, se rasgam os emblemas, fico sem escudos ou origens. Dorinha é que me falam, sou diminutivo de sofrimento simples. Pereço boba como uma mosca, mas brilho como uma estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o meu lamurio, enfim, confundo a todos com uma realeza típica e inacreditável. De repente viro castelo, com flechas, armaduras, estalagens. Sem entender porque me fazem assim. Não há batalhas, grito afônica, sou imponente: mas também sou refúgio. A arma que fere também serve para defender. O muro que separa também ajuda a permanecer unido. A porta que fecha, encerra coisas valiosas. Nessa hora, meu nome vem completo de Isadora e se esquecem que sou mais borboleta do que princesa, vão destroçando tudo com demonstrações extraordinárias. Penso que sou Dorinha só para o que dói, para carinho miúdo e bom sou Isadora a deusa. Mosca-estrela, como sempre se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguro firme minha crença imunda, devoro-a: fico grávida do que nunca será.&lt;br /&gt;existe o amor, existe amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4109664634863648897?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4109664634863648897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4109664634863648897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/dorinha.html' title='Dorinha'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7764079850788749865</id><published>2009-07-11T23:45:00.001-03:00</published><updated>2009-07-11T23:49:48.946-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Vexame</title><content type='html'>Sinto uma vergonha enorme uma vergonha existencial e medíocre um desejo insano &lt;br /&gt;de apontar&lt;br /&gt;para meus agressores e gritar: v o c ê  f a l h o u  c o m i g o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair por aí distribuindo panos rasgados. Retalhos da minha carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me perguntarem: Dói?&lt;br /&gt;Respondo: Dilacera&lt;br /&gt;E se me perguntarem: fica?&lt;br /&gt;Respondo: enraizei-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me machucarem, urrarei&lt;br /&gt;e se me magoarem, pranteio na hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não serei mais contida&lt;br /&gt;nunca mais serei amena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de agora em diante não penteio mais o cabelo&lt;br /&gt;e o meu hálito será o dos mortos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serei um escândalo de sinceridade&lt;br /&gt;abandonarei nuvem e cavalheiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não peço ajuda&lt;br /&gt;porque não há quem socorra&lt;br /&gt;não há quem pegue na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não existe o outro&lt;br /&gt;só, existe eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vexame&lt;br /&gt;colapso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eles dizem:&lt;br /&gt;amém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7764079850788749865?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7764079850788749865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7764079850788749865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/vexame.html' title='Vexame'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1393585718373019825</id><published>2009-07-09T10:07:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T11:34:09.309-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Oposto</title><content type='html'>Conheço uma árvore que nasceu nas costas de um viaduto&lt;br /&gt;Uma flor que mora na barriga de um prédio&lt;br /&gt;Uma pessoa que se estabelece no lixo&lt;br /&gt;Quatro peixes que pairam num papel&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sei de olhos que engoliram uma boca&lt;br /&gt;mãos que andaram nos pés&lt;br /&gt;línguas que conduziram ventanias&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Loucura espetada no Globo&lt;br /&gt;Incoerência salpicada em todos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lugares vazios&lt;br /&gt;Onde não caiba mais nada&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Igrejas sem Deus&lt;br /&gt;Vida mortificante&lt;br /&gt;Como?&lt;br /&gt;Como. Me lambuzo e fico cheia de um mundo eternamente impúbere&lt;br /&gt;nunca pronto&lt;br /&gt;Gero esperanças cuidadosas&lt;br /&gt;feito riso de gengiva&lt;br /&gt;aberto e rosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1393585718373019825?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1393585718373019825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1393585718373019825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/oposto.html' title='Oposto'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6424405121078778846</id><published>2009-07-04T18:49:00.002-03:00</published><updated>2009-07-04T19:03:58.954-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Afta II</title><content type='html'>Minha doença está em processo de morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que me encolhia a boca&lt;br /&gt;some-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o falecimento solene&lt;br /&gt;do ácido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fiz guerra:&lt;br /&gt;tomei água&lt;br /&gt;tomei banho&lt;br /&gt;colírio&lt;br /&gt;creme rinse colorama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boche chei&lt;br /&gt;até que os nós se despentearam&lt;br /&gt;e vi o sumiço do meu mal&lt;br /&gt;atualmente&lt;br /&gt;vivo&lt;br /&gt;sarada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bucal&lt;br /&gt;o básico&lt;br /&gt;salva sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou preparada para&lt;br /&gt;furúnculos&lt;br /&gt;frieiras&lt;br /&gt;perda de unhas&lt;br /&gt;inflamações diversas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fim&lt;br /&gt;o sepultar da afta passada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6424405121078778846?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6424405121078778846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6424405121078778846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/afta-ii.html' title='Afta II'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1698953510293450231</id><published>2009-07-03T11:16:00.006-03:00</published><updated>2009-07-03T12:07:23.933-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Afta</title><content type='html'>estou com uma afta na boca&lt;br /&gt;bem no canto direito&lt;br /&gt;enorme e dolorida&lt;br /&gt;só dói quando eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sorrio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gargalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para enfrentar essa terrível enfermidade&lt;br /&gt;fiz voto de lamúrio&lt;br /&gt;falo só de lábios miúdos&lt;br /&gt;e não os deixo descortinar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que eu sare&lt;br /&gt;t enho&lt;br /&gt;boca de t riste&lt;br /&gt;e olhos t ranquilos &lt;br /&gt;de felic&lt;br /&gt;idade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1698953510293450231?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1698953510293450231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1698953510293450231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/afta.html' title='Afta'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-928632419026806497</id><published>2009-07-01T10:23:00.002-03:00</published><updated>2009-07-01T11:31:55.739-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Benesses do rei</title><content type='html'>Adroaldo é tão querido&lt;br /&gt;Mas vamos segredar suas benesses&lt;br /&gt;Matá-lo de felicidade&lt;br /&gt;Enchê-lo de alegria&lt;br /&gt;Plano mais vil e malévolo&lt;br /&gt;amar para o sorriso do outro&lt;br /&gt;Vontade de rodar o mundo, a roda, a perna&lt;br /&gt;Rodar e gerar fantasia de outros mundos&lt;br /&gt;Inventar reinos eternos. Personagens bondosos&lt;br /&gt;Glórias vindouras&lt;br /&gt;Rodar até a realidade cair e só restar a boa utopia&lt;br /&gt;O amor é utopia que se pega, que se cheira,&lt;br /&gt;que se ama. Que se basta, que se roda, que ele&lt;br /&gt;va a estatura Dói a nuca, roda o peito&lt;br /&gt;Fantasia, outro mundo. Que saudade,&lt;br /&gt;dolorida, ai que vida! Mas que morte, que&lt;br /&gt;loucura, fantasia: olha o rei. Olha o rio!&lt;br /&gt;Ventania. Olha a luz. Que paz d o u r a d a&lt;br /&gt;Ondas ao céu, roda no alto&lt;br /&gt;Gira meu leito, gira o braço, maçaneta&lt;br /&gt;Que lei é esta?&lt;br /&gt;Roda de novo e vem pra perto&lt;br /&gt;Vem pra perto, roda comigo, para sempre.&lt;br /&gt;Fantasia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-928632419026806497?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/928632419026806497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/928632419026806497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/07/benesses-do-rei.html' title='Benesses do rei'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1881728851353949840</id><published>2009-06-30T15:51:00.005-03:00</published><updated>2009-07-01T10:20:26.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Lamparinas musculosas</title><content type='html'>Venha, experimente e pense no mais belo do mundo, ainda assim.&lt;br /&gt;Venha, experimente e coma o mais gostoso que há, ainda assim.&lt;br /&gt;Venha, experimente e ria do mais engraçado que existe, ainda assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saberia o quão esplêndido ele é. Ê! Esse rapaz tem olhos de candura. Ah! Voz de doce de leite. Mas. Mãos macias como farinha de trigo.&lt;br /&gt;É informal, esse menino-enorme.&lt;br /&gt;Sua risada desconstrói muralhas e suas piadas inventadas gargalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um rodopio de criança. Como a delícia de biscoito recheado, mais lindo do que o gato da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com óculos ou sem olhos, ele vê&lt;br /&gt;Com dentes ou sem boca, ele ri&lt;br /&gt;Com voz ou mudez, me conta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um eterno ponderar, inacreditável des-saber.&lt;br /&gt;Escreve colorido na gente, dignifica os olhos de todos.&lt;br /&gt;E sem parar nem pôr, fecho o ensaio com a seguinte resenha: ele é todo músculo, força e poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que é. Sei que sim.&lt;br /&gt;Meu. Irmão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1881728851353949840?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1881728851353949840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1881728851353949840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/06/lamparinas-musculosas_30.html' title='Lamparinas musculosas'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1544467344529100593</id><published>2009-06-23T21:09:00.002-03:00</published><updated>2009-06-23T22:01:33.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Percurso</title><content type='html'>O tempo suga para trás, tenta nos puxar. &lt;br /&gt;A inércia é uma sensação de volta.&lt;br /&gt;Quando percorremos, é um desprender, sacolejar, um livrar de braços. E nos desviamos e algo nos retém e nos lançamos totalmente para frente, tentando cortar os elásticos que nos prendem ao passado.&lt;br /&gt;E nos despimos, fincamos as unhas no solo e nos arrastamos nus metro a metro, para seguir em frente. É uma queda horizontal que nos leva ao que já foi. Como um grito no meio do silêncio desde sempre. Brado. Guturalmente.&lt;br /&gt;Espanto fantasmas, demônios, fracassos.&lt;br /&gt;Proclamo ao Deus Altíssimo, vou por entre árvores, rente ao chão, colado no peito.&lt;br /&gt;Sem distância de tudo. Rastejo-me a diante. Rasgando o impossível.&lt;br /&gt;Dentes trincados, força, suor. Movimento lento e majestoso. Sou eu girando planetas.&lt;br /&gt;Piso profundo e com a resolução de um mito. &lt;br /&gt;Estabeço-me na realidade, digo: existo!&lt;br /&gt;Até que a resistência fica mais fraca que eu. Venço, ofegante, boca entreaberta, corpo firme.&lt;br /&gt;Sou quem chegou. Quem enfrentou a escuridão, lanhei o inatingível.&lt;br /&gt;Sou eu, quem escreve e que hoje carrega medalhas por vencer mortes e pesares.&lt;br /&gt;Meu caminho é prosseguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1544467344529100593?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1544467344529100593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1544467344529100593' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1544467344529100593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1544467344529100593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/06/percurso.html' title='Percurso'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6402392144224549211</id><published>2009-06-20T22:21:00.003-03:00</published><updated>2009-06-20T22:33:28.846-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Caso de sumida</title><content type='html'>Há um boato, já bem comprovado, da desaparição de uma mulher inteira. Seu nome já indica mau presságio: Sumida. O nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apalpando o começo disso tudo, descobri:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumida era moça em vias de se formar mulher. Tinha idade de gente jovem. Tinha cabelo grande, olho aberto, mãos enormes. Era também toda castanha, menos a pele, porque se alvoreceu desde muito e hoje vive como ontem. Branca. Queria ser castanha toda, até a pele (menos os dentes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumida era pessoa de coração e veias. Sente e transmite. Tum Tum. Sente e transmite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E numa quarta-feira, durante uma transfusão de sangue, descobriu que lhe faltava um cílio.&lt;br /&gt;Foi como iniciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que sou contadora sinistra, alisei as razões e descobri a causa: Mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico, para desafogar sua curiosidade. Toda vez que Sumida se sentida triste: Zim. Sumia-se. Mas reaparecia logo, conforme a gravidade do sentimento. Uma vez, porém, foi tão violento que quando reapareceu, faltou-lhe uma mecha de cabelo. E mecha gorda. A solução foi a dos calvos-de-um-lado-só: jogou o cabelo pro lado e ficou disfarçado. Se passasse vento, mostrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época, isso já coisa íntima, houve uma época em que a garota andava meio apaixonada. Todos são sabedores que trâmites amorosos põem tudo a perigo.  Sobreveio uma dúvida no coração de Sumida: "será que era amada/gostada/querida por Tudão?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudão era gente fina. No entanto, gente-homem, daqueles meio trancados que que gotejam uma ou outra flor. E sem flores não há como saber de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo de angústia, um sufoco daqueles. E de tanto sumiço, Sumida acabava desmaiando, nervosa. Por estar tão ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reboliço não acaba por aqui não. Tudão planava e Sumida sem saber se ele pousava ou percorria outros ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumados os motivos, trombei com o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em dia de primavera que Tudão decidiu que tinha coração. E repleto. De amor. Por mistério ou fofoca, leu o início dessa estória e viu a precisão de flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lido e instruído, foi o matador de todos os pavores de Sumida. Comprou um campo e o floresceu. Narcisos, rosas, aos milhares e de infinita beleza. Assim, pensou, já se dizia alguma coisa e o resto falou de boca mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumida destinatária desse amor, desapareceu inteira, hoje lhe chamam Prendinha. Tudão ficou Fluído. Retomaram o paraíso e se tornaram riacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que foi e é assim que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6402392144224549211?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6402392144224549211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6402392144224549211' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6402392144224549211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6402392144224549211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/06/caso-de-sumida.html' title='Caso de sumida'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6587431908631137491</id><published>2009-06-19T20:46:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T22:01:19.729-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celeste'/><title type='text'>Caminho</title><content type='html'>Será glorioso o caminho do mar e serão de nuvens as pontes entre os rios.&lt;br /&gt;Louve-se! Ao Deus Supremo e extremoso, poderoso e exaltado seja. Que as bocas proclamem paz infinita e que respiremos Sua Luz. Deus transtorna o mal e reafirma o bem. Consome nossos medos e constrói-nos seguros. Deus de leve como pluma me faz ventaniar tranquilidade.&lt;br /&gt;Mesmo quando meus olhos são fechados pela escuridão e a dor toma conta dos meus sentidos. Mesmo quando meus sonhos pendem informes e desesperançados. Mesmo com a morte de tudo o que vive em mim. Ainda há uma chama. Uma picada. Uma redenção calma e divina. &lt;br /&gt;Dança suave do celeste em mim. Passos macios sobre o céu.&lt;br /&gt;O justo está confiado como um filho de leão. Intrépido. Forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com desastres e guerras sem fim, reina a paz infinita e glorioso e inenarrável caminho para o mar. Desde o começo e para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6587431908631137491?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6587431908631137491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6587431908631137491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6587431908631137491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6587431908631137491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/06/caminho.html' title='Caminho'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8221482583557745430</id><published>2009-06-13T20:44:00.001-03:00</published><updated>2009-07-04T18:49:20.562-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celeste'/><title type='text'>Inter</title><content type='html'>Intergaláctico&lt;br /&gt;Internauta&lt;br /&gt;Interpela&lt;br /&gt;Interfase&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inter.agindo. Interino.&lt;br /&gt;Nessa fome de Deus, que almocemos o outro. E nessa dança doce, contaminemos o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E indo nos vamos, intercambiando. Inter.cabendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que façamos uma mesma prece, falando assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que entre nós escorra amor &lt;br /&gt;até que transbordemos todos os potes&lt;br /&gt;e enchamos o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que entre nós haja tanta ternura&lt;br /&gt;que nos transformemos todos em sorrisos:&lt;br /&gt;sementes de paz, fagulhas de luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que haja tanto céu em nosso peito.&lt;br /&gt;E que haja tanto Jesus em nossos olhos.&lt;br /&gt;E que haja tanto suspiro de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira a vermos interfaces convertidas&lt;br /&gt;Interesses tranformados&lt;br /&gt;Interesperança mútua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que deixemos Jesus ser o redentor&lt;br /&gt;E a salvação ser completa&lt;br /&gt;Sem pesares, nem sonecas, nem desastres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que decididamente vejamos o Cristo brilhar&lt;br /&gt;Iluminando a pobres pecadores&lt;br /&gt;Nós. Eles. Ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sejamos maioria&lt;br /&gt;Mesmo que em menor número&lt;br /&gt;Andemos dados às mãos&lt;br /&gt;Unidos. Bonitos. Louvantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todo desespero seja extirpado&lt;br /&gt;E que haja enxerto:&lt;br /&gt;De força e tranqüilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interação tua em nós. InterDeus.&lt;br /&gt;Entre nós. Entre, Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8221482583557745430?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8221482583557745430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8221482583557745430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8221482583557745430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8221482583557745430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/06/inter.html' title='Inter'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2275169713716774682</id><published>2009-05-17T14:56:00.003-03:00</published><updated>2009-06-23T20:42:22.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Correspondência</title><content type='html'>Querido leitor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo essa carta na esperança de que as letras não morram sem nascer.&lt;br /&gt;Alguma vez na vida você já esteve tão perto da dor que simplesmente sentiu paz?&lt;br /&gt;E de tanto pranto, secaram-se as lágrimas.&lt;br /&gt;E de tanto amor, um rasgo se deu.&lt;br /&gt;Falta-me a vitalidade do outro. Daquele que perece, num leito, sem ar nos pulmões.&lt;br /&gt;Nessas ocasiões preparamos a fúnebre visita, última. Antes que tudo se torne póstumo e inerte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se aceita que alguém partirá?&lt;br /&gt;Como se canta sobre amores vindouros?&lt;br /&gt;Porque a vida, minha vida, se encerra em lábios frágeis e moribundos. Daqueles que definham, daqueles que são magros. Daqueles já foram fortes e bradavam.&lt;br /&gt;Hoje, caro leitor, se ponho minhas mãos sobre aquele corpo doente, o que recebo é um carinho circular. E mesmo em meio aos destroços, sinto minhas mãos envolvidas pelo enfermo que é mais bravo do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morro de medo e ele morre de estar vivo. Já viveu sim, bastante, pois bem.&lt;br /&gt;Agora, talvez seja o dia dos lírios findarem e da chuva cair sobre mim.&lt;br /&gt;Leitor meu, lhe digo: não tenho palavras doces, nem nojentas.&lt;br /&gt;Há uma despedida lenta e majestosa. Escorre pelas brechas de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos morrem, por que vivo?&lt;br /&gt;Se todos vão, por que vim?&lt;br /&gt;A minha beleza vem deles, daqueles que com cabelos brancos envelhecem ternamente.&lt;br /&gt;Sepultarei minha origem. Pequena e linda.&lt;br /&gt;Aquele que me deu ferramentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um eco. Chamo e não há resposta.&lt;br /&gt;Não vá, fique para sempre comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2275169713716774682?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2275169713716774682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2275169713716774682' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2275169713716774682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2275169713716774682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/05/blog-post.html' title='Correspondência'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7549484287473286694</id><published>2009-05-03T15:33:00.004-03:00</published><updated>2009-06-23T20:41:44.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Selvagem</title><content type='html'>Daqueles que comem verduras e destroçam ventres.&lt;br /&gt;Daqueles que têm língua de navalha e cabeça de mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malvados, cínicos do mundo!&lt;br /&gt;Canastrões! Faceiros&lt;br /&gt;Lindíssimas criaturas que mentem, envolvem com piadas incorretas.&lt;br /&gt;Moralmente reprováveis, eticamente os louvo.&lt;br /&gt;Porque são livres deles mesmos e em tudo transborda amor: em não ser sempre sendo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se voltas fossem feitas de pontos curvilíneos&lt;br /&gt;Como se lençóis fossem feitos de paz.&lt;br /&gt;Como se fossem de algodão as mãos. Como se a esperança se tornasse grama macia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é como se tudo ficasse amorfo e andasse como pato.&lt;br /&gt;pés abertos, peitos esticados para o ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabelo enrolado daqueles que se alisam de tédio&lt;br /&gt;Olhos de quem repara em poesias ocultas, que cabem nas patas de um mosquito&lt;br /&gt;Força! Gutural de uma formiga.&lt;br /&gt;Balanço gostoso de viração marítima.&lt;br /&gt;Daquelas que rodam a gente. Bamba bamba, danço na natureza linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo tudo ritmado&lt;br /&gt;vilas, palhaços.&lt;br /&gt;dentes que me mostram alegria&lt;br /&gt;sorriem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perdi uns dentes. levei soco na boca&lt;br /&gt;cuspi meu maxilar inteiro e nasceu uma flor carnívora&lt;br /&gt;exótica, mordente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, que exaltação&lt;br /&gt;As palavras ficam germinando, jorrando do poço&lt;br /&gt;Jogadas a metros de infinitos, de imensidão.&lt;br /&gt;Umas vão tão distante que as perco indefinidamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rodopio de sensações&lt;br /&gt;cansaço de vida&lt;br /&gt;terra no rosto&lt;br /&gt;sou negra, marrom, sou onde se plantam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou notas, sou arcos&lt;br /&gt;sustento&lt;br /&gt;sou frígida. fingidamente calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou máscara &lt;br /&gt;imponente escritora de fantasia&lt;br /&gt;mas eu acredito&lt;br /&gt;respiro meus delírios, os vivo&lt;br /&gt;os almejo, como&lt;br /&gt;mastigo&lt;br /&gt;engulo&lt;br /&gt;meus mundos são digeríveis, são alimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passo&lt;br /&gt;paro&lt;br /&gt;passo, paro&lt;br /&gt;deito&lt;br /&gt;cheiro&lt;br /&gt;nevoando e, sem mais outros instrumentos, canto sozinha, mexendo os pés na minha melodia&lt;br /&gt;espalhando as folhas secas&lt;br /&gt;e criando pétalas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes de me nascerem sonhos, criei por séculos e mais séculos&lt;br /&gt;criei pétalas. enroladas e coloridas, escondidas dentro da minha planta.&lt;br /&gt;desenhei minhas folhas como quem transporta sua vida para uma semente&lt;br /&gt;como quem se projeta na espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enrolei-me de tal modo que cresci sem perceberem. fiquei gigantesca e de noite, aumentava minha existência.&lt;br /&gt;preenchi diversos planetas enquanto crescia, sem flor - sendo folha&lt;br /&gt;e ninguém via que a vida me brotava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em um dia &lt;br /&gt;abri&lt;br /&gt;estiquei meus braços e disse:&lt;br /&gt;o mundo é meu&lt;br /&gt;peguei minhas flores, as arrumei em meus olhos&lt;br /&gt;e disse:&lt;br /&gt;perfumem meu mundo&lt;br /&gt;arrumei a minha terra e disse:&lt;br /&gt;nutra-me eternamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que vale é a paz cravada, é a vontade que escorre por entre lábios&lt;br /&gt;são palavras! ditas!&lt;br /&gt;Bramidos!- sussurrados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragam-me boas notícias.&lt;br /&gt;Quem vos fala é quem vos flore.&lt;br /&gt;Eu sou de pluma, sou doce, sou mansa&lt;br /&gt;Sou mirante. Miragem não.&lt;br /&gt;Sou criadora de pétalas. Riacho escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refresquem-se em mim, que eu vos rego com Deus.&lt;br /&gt;Bons vocábulos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7549484287473286694?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7549484287473286694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7549484287473286694' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7549484287473286694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7549484287473286694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/05/selvagem.html' title='Selvagem'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8873325914605309396</id><published>2009-04-24T11:40:00.001-03:00</published><updated>2009-06-23T20:42:04.195-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celeste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Grude</title><content type='html'>No dia em que se morre a desgraça, há um lamúrio de tristeza. Todos os pensamentos exitam em afobar-se. Até o coração trocar seus trajes, demora. Muito tempo até que se reacendam os olhos. Acostumados com a marcha fúnebre de mortes alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem apunhalei meia dúzia de desesperanças. Suei, sujei-me com seus dejetos.&lt;br /&gt;Olhei para o pessimismo restante, ameacei-o.&lt;br /&gt;Bradei dentro do meu peito: "venha e lhe mato de alegria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morre algum sonho em mim, eu enterro. Rego e espero nascer a árvore. E assim, ainda morto, me serve de alimento.&lt;br /&gt;Quando sou quem morre, espero pela minha ressurreição. Afoita, revivo, renasço.&lt;br /&gt;Compactuei com Deus que seremos felizes ainda que a felicidade fuja. Não nos amofinaremos por esperar boas circunstâncias. Combinamos de navegar juntos. E é tanto céu que existe nEle, que morro de eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assusta demais. Sorriso fácil. Gargalhadas esparramadas pelo mundo.&lt;br /&gt;Quase libertino. Quase infame.&lt;br /&gt;Se pactos pudessem ser quebrados. Se não tivesse sangue envolvido no negócio. Se o contrato não fosse tão vinculante. Até que eu tentaria. Me apegar ao desespero, ensaiar cenas deselegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, é caso perdido. É assunto encerrado: a paz grudou em mim e agora vivo embebida em bondade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8873325914605309396?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8873325914605309396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8873325914605309396' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8873325914605309396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8873325914605309396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/grude.html' title='Grude'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6391234813859385171</id><published>2009-04-20T10:16:00.000-03:00</published><updated>2009-04-22T18:41:16.111-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>O conto do amor arruinado</title><content type='html'>Minhas pernas se puseram a andar por entre meus pensamentos. Subitamente percebi um caminho de dor e tristeza, segui-o. Eis que foi cheio de temor que trilhei o primeiro trecho. Depois, a idéia de que era esse o meu destino me assaltou e levou consigo todo desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora percebo que o caminho é infinito e a linha de chegada é o lugar de onde vim.&lt;br /&gt;Fico com a resolução de mudar meu passado errante, um passatempo mental de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mais um vez, agora conto meu conto.&lt;br /&gt;Arruinado pelo amor, por certo que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine você os olhos onde se plantam bananeiras. Olhos cor de folha seca. Marrom-terra-folha-seca.&lt;br /&gt;Imagine você que eles brilhem. Seria estarrecedor se não fosse enebriante. Talvez seja ambas as coisas. A imagem dos olhos, digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os donos, os olhos, se alocaram num corpo. Corpo de Esméria. Admito que é com profundo pavor e depressão que escrevo. Não tenho saudades, só distância.&lt;br /&gt;Esméria era má de tanto ser boa. Não era possível confiar nela. Boa não era, por certo. Era boa de tão má.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal se deu - vamos ao conto?!- quando percebi que Esméria comia esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É boba a estória, só conto porque tudo aqui está perdido. É um conto fracassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, vi Esméria mastigando algo, algo que de doce tinha doçura. Ela mastigava o invisível e escorria riso por entre seus lábios. &lt;br /&gt;Comecei a desconfiar da menina. Quem é que come uma coisa boa e finita...que faz isso: acaba com tudo de bom? Come a comida por mais que se acabe...e depois se ri?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esméria comia palavras minhas, recitadas em frente ao seu nariz enquanto meus olhos fitavam sua boca. Conforme eu falava, Esméria repetia e as engolia. Depois se ria, risonha, feliz, trêmula. Escorria, escoava...rio no queixo, gotas no chão. Maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisesse palavras para engolir, que procurasse outro.&lt;br /&gt;Foi inútil retroceder. Esméria deixou brotar o amor, engolido na terra do peito. Gerou as folhas, tronco. Os frutos.&lt;br /&gt;Ela toda virou árvore. Suas pernas raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Esméria quisesse. Maldade.&lt;br /&gt;Era tão bonito ver Esméria. Sua paz tão notória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisesse, a tal da Esméria, ser feliz...que procurasse outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim que acaba o conto: Esméria morreu de saudade e eu prossegui meu caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6391234813859385171?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6391234813859385171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6391234813859385171' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6391234813859385171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6391234813859385171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/o-conto-do-amor-arruinado.html' title='O conto do amor arruinado'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7166896892084168247</id><published>2009-04-17T20:44:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:52:23.765-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>O Dia do Cospe Pérolas</title><content type='html'>Num mundo de monstros encantados, vi uma gaivota que cantava ao relento.&lt;br /&gt;A gaivota sonhava ser peixe e o peixe sonhava ser mar. Nesse apego em sonhar ser o que não se é, os dias passavam límpidos. Dia após dia desastres impressionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca esquecerei do "Dia do cospe pérolas". Foi o dia em que conchas guardiãs do tesouro se enjoaram com o balanço do mar e todas vomitaram. Pérolas e mais pérolas nadando pelos sete mares. Até surpreender-se era perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que certa tartaruga, boquiaberta com a situação, acabou engolindo três pérolas e morreu. Entaladamente preciosa. Pobre ou rica, fato é que aquele casco não será mais habitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria ficou com nojo. Vômito de conchas, todos entoavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mergulhou por aqueles dias. Não havia quem achasse aquelas dádivas.&lt;br /&gt;Minto, uma pessoa mergulhou. Um pescador velho e alcóolatra. Mas não conta porque não se conta os mortos dentre os vivos. O pescador mergulhou em alto-mar. Ao abrir os olhos e ver aquela corrente de pérolas, achou graça. Pensou que estava sonhando, puxou o ar pelas narinas. Três ou quatro redondinhas lhe entraram pelo nariz. Lá se foi. Entre o sonho, embriaguez e entupimento. Morreu feliz.&lt;br /&gt;Fora ele, ninguém de humano soube do fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conchas, desprestigiadas e vazias, se abriram e abandoram a missão de ser par. Correram, nadaram e se lançaram na beira do mar.&lt;br /&gt;Uma menina chamada Alice juntou oito baldes num só dia, produziu vários colares de concha e hoje vive num luxuoso hotel com a renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso foi o fim das pérolas: cairam num abismo e o encheram até a boca. Os peixes as tratam como pedras e elas vivem a redondilhar.&lt;br /&gt;São felizes e viverão para sempre no mar. Preenchedoras de abismos e matadoras de quem estranha essa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7166896892084168247?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7166896892084168247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7166896892084168247' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7166896892084168247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7166896892084168247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/o-dia-do-cospe-perolas.html' title='O Dia do Cospe Pérolas'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6251404800285882516</id><published>2009-04-17T18:24:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:12:51.347-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Futurando</title><content type='html'>Ainda é amor pequeno&lt;br /&gt;daqueles que nascem com preguiça e prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é bem semente, mamão verde, mingau em pó. &lt;br /&gt;Falta aquecer, borbulhar, mudar de cor e de gosto.&lt;br /&gt;Falta o céu e a terra reconhecerem o ar.&lt;br /&gt;Falta as estrelas furarem nuvens nubladas.&lt;br /&gt;Descortinar. Desenvolver. Disseminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando as bocas forem par e os olhos quartetos. Quando o hálito for do outro.&lt;br /&gt;Teremos mais alimento. Faremos banquetes de alegria e serviremos as melhores risadas.&lt;br /&gt;Vai ser bom. Tênue e puro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6251404800285882516?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6251404800285882516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6251404800285882516' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6251404800285882516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6251404800285882516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/futurando.html' title='Futurando'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3784990176238976334</id><published>2009-04-14T20:07:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:21:50.882-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celeste'/><title type='text'>Mestre-Deus</title><content type='html'>Passeando por entre palavras ditosas, vi Deus estampado em parábolas. Rodopiei meus olhos por entre vocábulos e achei alimento e achei bondade.&lt;br /&gt;Percebi Jesus-Deus e enxerguei sem ver nada. Não por ser escuro, mas porque luz demais lustra a alma e faz tremilicar. E nesse tremilique de espírito: chamado de temor, tremor; eis que meu mundo girou com um sentido a mais.&lt;br /&gt;Sentido de quem dorme, mas não vacila; de quem cansa, mas não pára. Segurança de quem morre, mas ressurge. E por mais que a Cristandade ficasse perplexa, o próprio Cristo não deixou de ser aborrecido, cansado e abatido. E o próprio Jesus foi traído, rasgado e humilhado. E o próprio Emanuel se compadeceu de quem o extirpava do coração.&lt;br /&gt;Deus é assim mesmo: se ira com imensa compaixão e mata o celestial para salvar-nos, profanos. Porque Deus se joga na lama e permanece majestoso e puro. Faz brilhar esperança nos desgraçados. Deus é todo cheio de páscoa e natal. Cheio de remissão e oportunidades.&lt;br /&gt;Deus é um tanto extravagante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3784990176238976334?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/3784990176238976334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=3784990176238976334' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3784990176238976334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3784990176238976334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/mestre-deus.html' title='Mestre-Deus'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7209461339952639636</id><published>2009-04-10T20:22:00.000-03:00</published><updated>2009-04-14T20:24:11.306-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Peito de frango&lt;br /&gt;Olho de garça&lt;br /&gt;Nariz de morcego&lt;br /&gt;Cauda de troll&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comida dos vizinhos, cheiro bom. Quero comê-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7209461339952639636?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7209461339952639636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7209461339952639636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7209461339952639636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7209461339952639636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/peito-de-frango-olho-de-garca-nariz-de.html' title=''/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1137875036267973140</id><published>2009-04-09T21:51:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:13:29.838-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Mortidão</title><content type='html'>A morte veio ter comigo. Aborrecida, mandei que tomasse conta da sua própria vida. A morte, coitada, sem saber como existir, arregalou os olhos e encolheu os ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como? - a morte soou.&lt;br /&gt;- Não sei bem. A gente vive sem saber como funciona. Uma espécie de amostra grátis por tempo indefinido.&lt;br /&gt;- E se não gostar, tem como trocar? - a morte questionou.&lt;br /&gt;- Tem não. Quer dizer, tem. Trocar não, mas tem como morrer.&lt;br /&gt;- E só? - perguntou mortífera.&lt;br /&gt;- Também é possível dar guinada.&lt;br /&gt;- Como é guinada? - perguntou, perguntando a morte.&lt;br /&gt;- Pintar cabelo, emagrecer. Correr, virar gostosa. Comprar roupa. Arrumar namorado careca e dizer que nunca esteve mais feliz.&lt;br /&gt;- E serve para quê? - morte.&lt;br /&gt;- Para os outros. Para esfregar vida na cara deles.&lt;br /&gt;- E sobra algo para pessoa? - perguntou já se sabe quem.&lt;br /&gt;- Contas, trabalho. Salto alto. Calo e peruca. Status!&lt;br /&gt;- E status de quê?&lt;br /&gt;- Status de quem vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte pensava que ninguém morria vivendo. Na verdade, ficou extasiada de felicidade, descobriu-se útil e presente na vida de tantos.&lt;br /&gt;Morte amiga e cotidiana. Morte de todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1137875036267973140?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1137875036267973140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1137875036267973140' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1137875036267973140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1137875036267973140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/mortidao.html' title='Mortidão'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3293643916053301383</id><published>2009-04-03T18:36:00.000-03:00</published><updated>2009-04-03T18:38:44.082-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_r8LiXfPwpgQ/SdaB2_YBWvI/AAAAAAAAAD4/1ZbgI8UPq8U/s1600-h/2667382.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 314px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_r8LiXfPwpgQ/SdaB2_YBWvI/AAAAAAAAAD4/1ZbgI8UPq8U/s400/2667382.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320582791509924594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3293643916053301383?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/3293643916053301383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=3293643916053301383' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3293643916053301383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3293643916053301383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title=''/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_r8LiXfPwpgQ/SdaB2_YBWvI/AAAAAAAAAD4/1ZbgI8UPq8U/s72-c/2667382.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8141678498206775583</id><published>2009-03-30T20:24:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:01:58.902-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Pá, pá</title><content type='html'>Andando, virando mil rodas de estrelas e cânticos jubilosos.&lt;br /&gt;Amor de névoas, de nuvens tão lindas&lt;br /&gt;E é vento no rosto&lt;br /&gt; pulo de leveza&lt;br /&gt;E a gente corre, desconcerta e vive morrendo de vontade de ser&lt;br /&gt;Mas ninguém sabe&lt;br /&gt;Todos ignoram a vontade de transmutar-se para outro tipo de ser que possa explodir sempre que haja muito luto&lt;br /&gt;E a gente luta, briga, anda por túneis, cava uma vida inteira&lt;br /&gt;Faz coroa de pétalas&lt;br /&gt;Nuveando&lt;br /&gt;Matando nossas mortes diárias &lt;br /&gt;Acreditando em amores vindouros perfeitos&lt;br /&gt;Infundíveis com a tristeza&lt;br /&gt;Fantasiados de delícias &lt;br /&gt;Vestidos de doçura&lt;br /&gt;Com voz macia e música pelos pêlos&lt;br /&gt;Caminha, saltando, correndo, sorrindo por estar&lt;br /&gt;E vai para um lado&lt;br /&gt;joga para o outro&lt;br /&gt;Balanço do som&lt;br /&gt;Nublado, chuva, chuva&lt;br /&gt;Medo, frio, escuro. Solidão. Vertigem&lt;br /&gt;Sol, arco-íris&lt;br /&gt;Beleza. Beleza&lt;br /&gt;Alívio.&lt;br /&gt;Tirando os agasalhos, o inverno passou, é tempo de flores&lt;br /&gt;E eu vou, germinando no mundo&lt;br /&gt;E eu canto&lt;br /&gt;Eu luto por vidas alheias e minhas&lt;br /&gt;E luto por sonhos tão puros e bons.&lt;br /&gt;Sem que nada se perca&lt;br /&gt;Sem que nada se esvazie. Sem que tudo me extrapole&lt;br /&gt;Sem desistir de não caber no mundo&lt;br /&gt;E eu ponho óculos pra ver o sol E escovo os dentes para comer pedras.&lt;br /&gt;Nada se sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8141678498206775583?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8141678498206775583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8141678498206775583' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8141678498206775583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8141678498206775583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/03/pa-pa.html' title='Pá, pá'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1176089427950121421</id><published>2009-03-29T11:33:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:21:50.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celeste'/><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>Você andou me perguntando quando iremos gritar poesias e lhe digo: Agora e para sempre! Para os oito cantos do Universo e por toda eternidade brademos com força: Cristo vive e reina em nós.&lt;br /&gt;Aleluia, pois cantemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma bonita e flutuante. Deus macio e de paz bondosa.&lt;br /&gt;Remissão da podridão que fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos cantar poesias: pouso perene de Deus em nosso peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1176089427950121421?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1176089427950121421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1176089427950121421' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1176089427950121421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1176089427950121421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/03/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6014164304061723866</id><published>2009-03-16T20:29:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:12:51.348-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Há porquê</title><content type='html'>Borboletas?&lt;br /&gt;Sim há.&lt;br /&gt;Coloridas.&lt;br /&gt;Muitas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há fascínio? Sim, há.&lt;br /&gt;Colorido, muito dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E beleza?&lt;br /&gt;Sim, há.&lt;br /&gt;E distâncias, muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança.&lt;br /&gt;Sim, porque.&lt;br /&gt;Tantas cores em meu peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6014164304061723866?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6014164304061723866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6014164304061723866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6014164304061723866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6014164304061723866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/03/ha-porque.html' title='Há porquê'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4835164968120519140</id><published>2009-03-05T09:51:00.001-03:00</published><updated>2009-10-25T16:50:25.449-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Perdoem-me os obstetras</title><content type='html'>Ninguém nasce sabendo de onde sai. Se fosse o caso, ficaríamos horrorizados.&lt;br /&gt;Para disfarçar, o médico nos tira logo de lá, nos puxa de ponta cabeça, como quem diz: " esquece, esquece". Tapa na bunda para ajudar na superação. Peito com leite. Choro de mãe. E é assim que se nasce, meio que no susto.&lt;br /&gt;Depois passa o tempo, a criança vira mulher ou homem -as duas coisas, quem sabe - todos crescidos. O nascimento se torna acontecimento remoto.&lt;br /&gt;As mulheres se enfeitam com jóias, calçam sapatos altíssimos, usam apliques, unhas postiças, pintas artificiais. Os homens andam como pinguins, fumam charutos cubanos. Carros imponentes, deixam a barriga crescer: gordos e satisfeitos que estão.&lt;br /&gt;Tudo isso, lhe digo, tudo isso para esquecer de onde vieram. Lá dentro das partes baixas da mulher. Admito ser uma verdade muito dolorida. Haja pó de arroz para afastar a tristeza e haja uísque para se afastar dessa tragédia.&lt;br /&gt;Leitor, não sei se é o seu caso ter nascido de cesárea e evitado caminhos estreitos. Entretanto, tenciono relembrá-lo que, de qualquer maneira, somos iguais e não importa que seja um desviante daqueles que nascem pela barriga. Fato é, que se não lhe tirassem por ali, teria saído acolá - se é que me entende.&lt;br /&gt;Ninguém no mundo inteiro esperava por esse escândalo. Ter um filho pertinho de onde sai o xixi.&lt;br /&gt;O que me leva a crer que o nascimento tem um caráter pedagógico, assim como a morte tem. É apontar com frieza e racionalidade de onde viemos e para onde iremos.&lt;br /&gt;Não importa quantas lasanhas você comeu ou se usava óculos escuros. Saímos de um buraco para cairmos em outro. Desculpe-me a franqueza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4835164968120519140?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/4835164968120519140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=4835164968120519140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4835164968120519140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4835164968120519140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/03/ninguem-nasce-sabendo-de-onde-sai.html' title='Perdoem-me os obstetras'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3111715098483894406</id><published>2009-02-20T05:00:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:04:10.091-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Ressentimento</title><content type='html'>Escrevendo sob encomenda renego o meu tema. De cara e sem pestanejar. Aviso logo que falarei sobre escavações mineralógicas. Fósseis. Ponto-cruz. Trânsito.&lt;br /&gt;Falar sobre ressentimento é como repetição. Pisar mil vezes na mesma poça. Sujar mil vezes o sapato.&lt;br /&gt;Ressentimento é apego ao amargo. É chupar um dedo azedo. É guardar vômito para cheirá-lo ocasionalmente.&lt;br /&gt;Ressentimento é miolo de pão. Com água, incha.&lt;br /&gt;Preenche espaço que poderia ser utilizado para torta de maçã. É como comer cinco quilos de farinha antes de um banquete. É o mesmo que se alimentar de olhos de minhoca: ineficaz. Não funciona, não presta.&lt;br /&gt;Ressentimento é um ciclo vicioso de maltratar o coração com o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é matar os sentimentos(-re). Uma lesma morre com sal sobre ela. E sentimentos prescritos serão superados com a boa dose de presente. Coisas leves que extraímos das árvores, do céu azul, do pássaro colorido.&lt;br /&gt;Funciona como sal, como bálsamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudemos de assunto, porque isso já passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3111715098483894406?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/3111715098483894406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=3111715098483894406' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3111715098483894406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3111715098483894406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/02/ressentimento.html' title='Ressentimento'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1527284723986232586</id><published>2009-02-17T01:04:00.000-03:00</published><updated>2009-02-16T02:21:48.097-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Paz iletrada, inominal, infame.&lt;br /&gt;Seria lícito aprontar-se, será verdadeiro?&lt;br /&gt;Pronto está. Pronto está o começo. &lt;br /&gt;Desde agora e&lt;br /&gt;...................................   para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;ma&lt;strong&gt;g&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;.....ine&lt;br /&gt;Imagem da&lt;br /&gt; .....imaginação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&lt;em&gt;&lt;strong&gt;alho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;...palavra de&lt;br /&gt;       de tempero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boca&lt;/strong&gt; palavra de&lt;br /&gt;c o n t o r n o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cal&lt;br /&gt;....cula&lt;br /&gt;.....dora  : por que tem números nela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;V&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;ora&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Z&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;.....Letras do fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim.&lt;/strong&gt;    palavra do silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1527284723986232586?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1527284723986232586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1527284723986232586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1527284723986232586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1527284723986232586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/02/paz-iletrada-inominal-infame.html' title=''/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8400374978001469618</id><published>2009-02-15T23:03:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T20:19:50.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Que será?</title><content type='html'>Voz redonda de veludo cândido&lt;br /&gt;Cortina de renda em casa bonita&lt;br /&gt;Uva sem caroço. Cor vibrante de ameixas&lt;br /&gt;Imponência de sorrisos tímidos&lt;br /&gt;Ninho de pássaro-filhote&lt;br /&gt;Cheiro de férias. Tonalidades de pôr-do-sol&lt;br /&gt;Picolé em dia de praia&lt;br /&gt;Anel favorito, herança de avó&lt;br /&gt;Gargalhada de tio engraçado&lt;br /&gt;Água em tempos de sede&lt;br /&gt;Carinho nas mãos. Beijo nos dedos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delícia&lt;br /&gt;Rendição eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É amor? - grita o interlocutor.&lt;br /&gt;- É começo - berra o povo.&lt;br /&gt;- Tem perigo? - vacila o gritante.&lt;br /&gt;- Esperança - entoa o berreiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8400374978001469618?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8400374978001469618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8400374978001469618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8400374978001469618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8400374978001469618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/02/que-sera.html' title='Que será?'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7081662895660569326</id><published>2009-02-11T00:43:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:14:41.785-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Mar inundado</title><content type='html'>O dia em que o mar inundou, só o Deus do céu explica. Foi abundância para tudo que é lado. As rosas nasceram com quinhentas pétalas. O sorvete veio com quinze bolas. E cada pessoa dava dois sorrisos por vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia que o mar inundou foi uma aguaceira só.&lt;br /&gt;Tudo no mundo ficou molhado:&lt;br /&gt;os olhos;&lt;br /&gt;saliva;&lt;br /&gt;carga de caneta.&lt;br /&gt;Os sentimentos ficaram liquefeitos e todos ficaram molengas. Quem tinha raiva, ficou com preguiça. Quem tinha aflição, ficou com tédio. Quem tinha paixão, ficou com vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim passava o dia. Na inundação do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se tornou beira, até que se tornasse fundo. As praias de cada um viraram oceano. Nem montanha virou ilha. Nem cume deu conta de ser tão alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dia!&lt;br /&gt;Dentro das mãos das crianças cabiam rios inteiros.&lt;br /&gt;E dentro da blusa dos outros brotavam corais.&lt;br /&gt;Coisa esplêndida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia.&lt;br /&gt;Tinha um murmurar de delírios doces. O amor incidiu graciosamente sobre a humanidade. A ponto dos cânticos serem a nova linguagem.&lt;br /&gt;Homens viraram reis e mulheres rainhas, reinantes num reino de nuvens.&lt;br /&gt;E tudo era verdade.&lt;br /&gt;E tudo sossego.&lt;br /&gt;Em tudo paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afoguei-me de tanto mar. Só nesse dia morri seis vezes, queria, porém, ter vivido mais dez óbitos.&lt;br /&gt;Pena, o dia acabou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7081662895660569326?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7081662895660569326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7081662895660569326' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7081662895660569326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7081662895660569326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/02/mar-inundado.html' title='Mar inundado'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1375683717698418921</id><published>2009-02-01T06:00:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:19:50.946-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>{ }</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobrou espaço para uma poesia.&lt;br /&gt;Mas tem que ser pequena, que me falta espaço.&lt;br /&gt;Mas tem que ser rápida, porque digeriram o tempo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1375683717698418921?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1375683717698418921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1375683717698418921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1375683717698418921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1375683717698418921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/02/sobrou-espaco-para-um-poesia.html' title='{ }'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1030940733011948786</id><published>2009-01-29T01:01:00.003-02:00</published><updated>2009-10-25T16:54:10.405-02:00</updated><title type='text'>Ide.a.lismo</title><content type='html'>Em certos tempos acredito no amor.&lt;br /&gt;Alguns trâmites coronários me parecem dignos de um coração. Assim, desejo adotar o sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adotei um amor-ideal.&lt;br /&gt;Que tem cabelo, estatura e cor discriminados.&lt;br /&gt;Tem nome, voz e ternuras certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funciona como uma idéia mórbida chamada esperança. E trabalha com uma variável ingrata: expectativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor ideal uma ova.&lt;br /&gt;É fascínio incrustado no tórax&lt;br /&gt;Tilintar de tesouros na mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bobagem mais doce que a vida&lt;br /&gt;Espectro de sonhos reais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1030940733011948786?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1030940733011948786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1030940733011948786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1030940733011948786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1030940733011948786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/01/idealismo.html' title='Ide.a.lismo'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3427401362959234691</id><published>2009-01-22T22:12:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:14:41.786-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Telha</title><content type='html'>Deus resolveu fazer coisas boas&lt;br /&gt;estreiou contigo&lt;br /&gt;e ficou sendo estréia por mtas eternidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de piscadelas de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mesmo criou e ficou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi que criei coisa tão linda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nandita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa linda de piscadela de eternidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3427401362959234691?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/3427401362959234691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=3427401362959234691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3427401362959234691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3427401362959234691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/01/telha.html' title='Telha'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2027011340407260108</id><published>2009-01-19T16:33:00.000-02:00</published><updated>2009-01-19T16:34:03.399-02:00</updated><title type='text'>Num mundo tão cheio de nós, seja bem-vindo a mim.</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2027011340407260108?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2027011340407260108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2027011340407260108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2027011340407260108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2027011340407260108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/01/num-mundo-to-cheio-de-ns-seja-bem-vindo.html' title='Num mundo tão cheio de nós, seja bem-vindo a mim.'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-5810027934332817346</id><published>2009-01-19T16:26:00.000-02:00</published><updated>2009-02-16T00:02:34.233-03:00</updated><title type='text'>Duas filhas</title><content type='html'>Dá-me água, disse a pequenina. Tenho sede, disse a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina da casa sobe as escadas e desce com os pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me vida, disse o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina da casa sobe as escadas e vê o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do mês voltem a mim, talvez eu consiga assaltar algum sonho e trazer esperança para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-5810027934332817346?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/5810027934332817346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=5810027934332817346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5810027934332817346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/5810027934332817346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/01/duas-filhas.html' title='Duas filhas'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2740867740540272358</id><published>2009-01-13T21:53:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:18:29.296-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Josefina em prantos</title><content type='html'>A música que você toca é o que já foi melodia em mim&lt;br /&gt;O ritmo das suas batidas é o balanço dos meus pés&lt;br /&gt;A estupidez das suas palavras brotaram do meu riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música babaca a sua, porque o que se toca&lt;br /&gt;. já passou em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As partituras&lt;br /&gt;estacionaram&lt;br /&gt;no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu marcho para as trombetas.&lt;br /&gt;Flautas dulcíssimas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha melodia não se toca duas vezes&lt;br /&gt;Nas minhas veias nunca corre o mesmo sangue. Não escorre igual.&lt;br /&gt;Há anos que percorri o universo, trago em mim resquícios do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há alegria que não brote nos meus lábios&lt;br /&gt;aquela música é eco&lt;br /&gt;Ouça o que lhe digo agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som de&lt;br /&gt;mim&lt;br /&gt;percorre todos os espaços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bata seus passos, marque seu compasso na terra.&lt;br /&gt;Então venha me procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traga um árco-íris nas mãos e flores entrelaçadas no peito&lt;br /&gt;Que a sua boca emane amor para alimentar uma alma inteira&lt;br /&gt;Traga a luz do infinito até os meus olhos&lt;br /&gt;que suas mãos encerrem oito mares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serre a podridão da desesperança&lt;br /&gt;Enxerte sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seja Homem&lt;br /&gt;Seja homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2740867740540272358?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2740867740540272358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2740867740540272358' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2740867740540272358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2740867740540272358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/01/josefina-em-prantos.html' title='Josefina em prantos'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6569949417679307971</id><published>2009-01-08T01:08:00.001-02:00</published><updated>2009-04-17T20:04:10.091-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Guerra em Gaza</title><content type='html'>O mundo balança, balança e geme no fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cantiga qualquer&lt;br /&gt;Quais quer que sejam as notas?&lt;br /&gt;Quais deveriam ser os sussurros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De paz. De moRte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menino morto em Gaza.&lt;br /&gt;Coração apodrecido no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menina morta na foto.&lt;br /&gt;coração que se desmantela na terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então se explodem crianças?&lt;br /&gt;É verdade que o mundo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas jorraram da minha garganta&lt;br /&gt;a voz que eu tinha&lt;br /&gt;silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante das baixas&lt;br /&gt;silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de crianças mortas&lt;br /&gt;silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da crueldade humana&lt;br /&gt;calada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma adormeceu dentro de mim&lt;br /&gt;como quem se recupera de um longo pranto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi as trevas em plena luz&lt;br /&gt;Estava na sola dos sapatos, o sangue, a infância perdida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogaram uma bomba&lt;br /&gt;Eu era a menor desde grande&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos pequeninos morreram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6569949417679307971?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6569949417679307971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6569949417679307971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6569949417679307971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6569949417679307971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2009/01/guerra-em-gaza.html' title='Guerra em Gaza'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1783939321044615085</id><published>2008-12-18T10:34:00.000-02:00</published><updated>2009-03-05T09:36:46.719-03:00</updated><title type='text'>Apego aos ímpios</title><content type='html'>Apaixonei-me por um animal. Nada feito leão e tem na pele fios de ouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1783939321044615085?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1783939321044615085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1783939321044615085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1783939321044615085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1783939321044615085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/12/apego-aos-impios.html' title='Apego aos ímpios'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-6884422411750135722</id><published>2008-12-10T21:54:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:04:10.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Há 60. dirEitos humAnos</title><content type='html'>Celebrem todos os povos&lt;br /&gt;a desunião&lt;br /&gt;os humanos sem direitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a morte da matança&lt;br /&gt;a raça sem pele, sem cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebrem todos. A morte das vítimas, crises fictícias.&lt;br /&gt;Cantemos louvores à destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquinação.&lt;br /&gt;Uniformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotina sem flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há enterros.&lt;br /&gt;Vivemos mortos todos os dias.&lt;br /&gt;Nossos hálitos cheiram a desistência e nossa esperança apodreceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A calmaria vem do canto fúnebre.&lt;br /&gt;Os pássaros compõem para o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há grave.&lt;br /&gt;Há enfermos.&lt;br /&gt;Sepultamento de nós mesmos.&lt;br /&gt;Nasce o sol em nós?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-6884422411750135722?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/6884422411750135722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=6884422411750135722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6884422411750135722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/6884422411750135722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/12/h-60-direitos-humanos.html' title='Há 60. dirEitos humAnos'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1359599207734198138</id><published>2008-12-09T17:44:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:01:58.902-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>A menina e o poeta</title><content type='html'>- Ô seu poeta?!&lt;br /&gt;- Pois não, minha cara.&lt;br /&gt;- Onde está sua poesia?&lt;br /&gt;- Guardada no coração.&lt;br /&gt;- Ô seu poeta!&lt;br /&gt;- Diga lá.&lt;br /&gt;- Não sabe que poesia se come, se bebe, se canta, se dá?&lt;br /&gt;- Que se canta eu sei sim. Mas que se come, nunca comi. Quando se bebe, pode engasgar e quem muito dá, fica sem.&lt;br /&gt;- Então tá...&lt;br /&gt;- Por que está aborrecida, menina?&lt;br /&gt;- Porque queria sua poesia.&lt;br /&gt;- Mas não vê que não posso lhe dar o que me envivece?&lt;br /&gt;- Não vejo não, seu poeta. Envivece? Que vem a ser isso?&lt;br /&gt;- Pobre menina. Envivecer é dar vida e ficar dando vida.&lt;br /&gt;- Não pode ser avivar?&lt;br /&gt;- Pode não.&lt;br /&gt;- E porque não?&lt;br /&gt;- Porque sou poeta.&lt;br /&gt;- Ah...poeta só sente com a palavra certa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O poeta riu dessa meninice.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Não, a gente sente cada letra e cada palavra é uma sensação.&lt;br /&gt;- Deve ser bom ser poeta - disse a menina pensativa.&lt;br /&gt;- Não é.&lt;br /&gt;- Mas eu teimo que é.&lt;br /&gt;- Pois teime, então - disse o homem impassível.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A menina mergulhou nela mesma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Menina.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Menina!&lt;br /&gt;Lonjura.&lt;br /&gt;- Por Deus menina, refique comigo.&lt;br /&gt;- Refique?! Palavra gozada. O que queria comigo?&lt;br /&gt;- Ouvi-la - disse o poeta cabisbaixo.&lt;br /&gt;- Me ouvir para quê, se em você se encerram as melhores palavras?&lt;br /&gt;- Não sei, talvez quisesse ouvir suas bobagens - disse em tom de pilhéria.&lt;br /&gt;A menina se ofendeu e se trancou em si mesma.&lt;br /&gt;Foi embora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O poeta virou açougueiro. A menina foi comprar carne.&lt;br /&gt;- O que faz aqui? - interpelou a menina.&lt;br /&gt;- Derramo sangue e despedaço corpos.&lt;br /&gt;- Gosta do que faz?&lt;br /&gt;- É a mesma coisa que escrever, troquei a pena pela faca.&lt;br /&gt;- São iguais- afirmou contundente.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Faca e pena.&lt;br /&gt;- Você é "poeta", menina?&lt;br /&gt;- Não, sou quem lê. Sou quem entende, sou quem sente os sentidos.&lt;br /&gt;- Menina, amo suas tolices.&lt;br /&gt;- Poeta, odeio sua sabedoria.&lt;br /&gt;- Por que diz isso, se lhe quero tão bem?&lt;br /&gt;- É que na sua infinita beleza nunca me fez bela. E com todas as suas rimas nunca me fez poema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deixando a carne cair, a menina se foi chorando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A menina virou bailarina e o poeta foi ao espetáculo.&lt;br /&gt;- Menina, dançou tão bem!&lt;br /&gt;- Poeta, porque me persegue?&lt;br /&gt;Afônico ficou o poeta. A menina comeu o silêncio e retomou a conversa.&lt;br /&gt;- Poeta, se me ama, então se pronuncie.&lt;br /&gt;- Eu te amo.&lt;br /&gt;- Poeta, o que fala tão baixo?&lt;br /&gt;- Coisas de amor, pequenina.&lt;br /&gt;- Para quem?&lt;br /&gt;- Para você, minha menina.&lt;br /&gt;- Então por que não ouço?&lt;br /&gt;- Porque me calo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lamentando muito a menina despedaçou sua roupa e lançou fora no rio, juntamente com seu coração.&lt;br /&gt;Pensava coisas tão tristes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Amar é bobógeno. Alucina e machuca. Mas faz dançar a alma. Eu já fui bailarina, já fui menina. Agora sou grande e estática."&lt;br /&gt;A menina tentou se tornar árvore, porém, era inquieta demais e nunca criava raízes. Não sabemos o que o poeta fazia por esses tempos; ninguém sabe o que fazem os poetas, o que eles sentem onde eles amam e o que os encantará.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Poeta!&lt;br /&gt;- Menina, estou bravo! Você machuca, você erra, você rasga, aniquila, perfura, inquieta. Menina, estou bravo.&lt;br /&gt;Vou para longe, me esqueça. Menina, você estraga tudo. Você azeda o amor. Você é culpada. Você é cruel. Você dilacera. Você me devora. Menina, vá para longe. Eu me afasto, eu me vou.&lt;br /&gt;- Que triste essa história.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque é tão sem esperança.&lt;br /&gt;- Você acha? - perguntou o homem.&lt;br /&gt;- Penso que sim. É uma história tristíssima, na verdade.&lt;br /&gt;- Qual história?&lt;br /&gt;- A nossa...- disse a menina quase sem falar.&lt;br /&gt;- A nossa...-recitou o poeta abalado. Por que é tão infeliz?&lt;br /&gt;- Porque nos amamos, mas nem eu sou poetisa, nem você menino.&lt;br /&gt;- Onde está a luz dos seus olhos, menina?&lt;br /&gt;- Virou fagulha - respondeu.&lt;br /&gt;- Não me chama mais de poeta?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- E por quê? - disse docemente.&lt;br /&gt;Foi então que ela se lembrou do caminho das borboletas, das flores, da beleza. Ficou sobremaneira abalada.&lt;br /&gt;- Porque a poesia morreu em mim. Não acredito mais no amor.&lt;br /&gt;- Quem matou?&lt;br /&gt;- Eu mesma. Quem matou a poesia, você diz? Eu mesma matei. Amargura mata tudo.&lt;br /&gt;- Até o amor?&lt;br /&gt;- Acho que sim - respondeu a garota.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A menina e o poeta ficaram por longos dias sem saber como terminar essa história. Cansada de esperar, a menina resolveu inventar o final.&lt;br /&gt;Nunca se soube o desfecho que o poeta estaria inventando.&lt;br /&gt;É tão duro viver, dia após dia respirar sem saber o futuro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vivamos a invenção como fim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Diz o poeta:&lt;br /&gt;- Menina.&lt;br /&gt;- Fala.&lt;br /&gt;- Vê se esse coração é seu, achei num rio.&lt;br /&gt;- É meu sim, obrigada.&lt;br /&gt;A menina pegou seu coração, trêmula de saudades dos sentimentos e todos os assuntos coronários.&lt;br /&gt;- Menina.&lt;br /&gt;- Fala.&lt;br /&gt;- Tem medo?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- O que tememos?&lt;br /&gt;- Muito pouco.&lt;br /&gt;- Concordo - silenciou o poeta.&lt;br /&gt;- Poeta, você me disse que não tinha medo.&lt;br /&gt;- E você me disse que era bondosa.&lt;br /&gt;- É possível que não fiquemos juntos.&lt;br /&gt;O poeta refletiu.&lt;br /&gt;- Sim, é possível.&lt;br /&gt;- O amor não basta?&lt;br /&gt;- Não - disse o poeta abatido.&lt;br /&gt;- A vida é feia!&lt;br /&gt;- Não seja tola, menina. A vida é linda demais - disse sabiamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A menina se pôs a olhar o céu e o poeta fez o mesmo. Ele apontou uma lagarta peluda e ela delirou.&lt;br /&gt;A menina se levantou e se lançou no rio, o poeta ensinou a fazer apito de folha.&lt;br /&gt;- Que gosto terá essa fruta? - perguntava o poeta.&lt;br /&gt;- Como se planta cenoura? - perguntava a menina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eles parecem parecidos e amam engraçado. Cada qual com seu jeito, cada qual com seu belo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Eu sou poeta?&lt;br /&gt;- Sim - disse a menina sorrindo. Eu sou menina?&lt;br /&gt;- Não - disse zombeteiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E assim acaba esse mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1359599207734198138?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1359599207734198138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1359599207734198138' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1359599207734198138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1359599207734198138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/12/menina-e-o-poeta.html' title='A menina e o poeta'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2797665320863852631</id><published>2008-12-09T17:29:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:14:41.786-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Conta de letra</title><content type='html'>O meu conto tem que ser pequeno, porque há pouco papel.&lt;br /&gt;Tanto desmatamento, mas pouco papel meu.&lt;br /&gt;Deve ter caído em mãos erradas e, se conteriam poesias, agora terão impostos gravados neles.&lt;br /&gt;Papel escasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras são poucas e resumidas. Sem tarifas há pouco o que falar. Sem estatísticas, pouca verdade.&lt;br /&gt;Números não mentem. Pessoas sim.&lt;br /&gt;Associemo-nos às calculadoras: seguras e serventes.&lt;br /&gt;Nada de conversa ou fé. Promessas, projetos. Apelos.&lt;br /&gt;Calculadora, não chora, nunca teve o coração partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendamos com as coisas a nos desumanizar.&lt;br /&gt;Não peça nada que não seja aritmético. &lt;br /&gt;Há operações impossíveis ou extensas por demais.&lt;br /&gt;Não cabe.&lt;br /&gt;Sem excessos. Não há vergonha, só resultados.&lt;br /&gt;Injustificado é o pranto e a insistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, repito, operações impossíveis ou extensas por demais. Não cabe.&lt;br /&gt;Papel escasso, o conto tem que ser pequeno.&lt;br /&gt;Pouco papel meu. Mãos erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena desperdiçar essa vida literal, alfabetizada.&lt;br /&gt;Porém, número é quase letra. Número é letra de contar.&lt;br /&gt;Símbolo&lt;br /&gt;de contos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para demonstrar, nos serve a seguinte expressão:&lt;br /&gt;1+1=0. História antiga de duas pessoas que se amam, mas se arrancam da conta. Para ficar nada.&lt;br /&gt;Zero é símbolo do vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esperança é que os números se rendam à poesia e, quando os empurrarem pro visor, que os símbolos da razão contem sobre o amor. Que façam as contas mais loucas.&lt;br /&gt;A aritmética mais linda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2797665320863852631?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2797665320863852631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2797665320863852631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2797665320863852631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2797665320863852631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/12/conta-de-letra.html' title='Conta de letra'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-872585978341227582</id><published>2008-12-09T17:20:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:13:40.722-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>Bloco</title><content type='html'>Hoje vi um bloco de palhaços.&lt;br /&gt;Tinham roupas coloridas, bolas apontadas para o céu, cara branca e vermelha.&lt;br /&gt;Vi um homem sair correndo com muletas, fazer delas pernas e ficar maior do que todo mundo. É assim que se ganha títulos: "o homem da perna de pau"?!&lt;br /&gt;Eles tinham bandinha. A Sete de setembro parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu. Cara na janela, sorriso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui com eles, mas sem poder descer do prédio. Palhaça.&lt;br /&gt;Lá de cima eu me regozijava: há gente livre enfim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-872585978341227582?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/872585978341227582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=872585978341227582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/872585978341227582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/872585978341227582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/12/bloco.html' title='Bloco'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-77596844582585287</id><published>2008-12-09T17:11:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:14:56.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Apuntes divinos</title><content type='html'>A gente fica um dia inteiro esperando o vento.&lt;br /&gt;Chuva. Chuva.&lt;br /&gt;Quando estamos indo embora do dia, lá longe vemos estrelas nas árvores.&lt;br /&gt;Brilho nas copas, balanço de leve.&lt;br /&gt;É a chuva na folha com sol de partir.&lt;br /&gt;O sol se vai, rindo, dourado que só ele.&lt;br /&gt;Foi ao poente, mas antes mandou abrir o céu no mais alto azul. Para fazer brilhar árvores.&lt;br /&gt;Vento não teve. Se as folhas balançavam, era porque os olhos as puxavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora faz muito frio. Porque aquele mundo se pôs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-77596844582585287?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/77596844582585287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=77596844582585287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/77596844582585287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/77596844582585287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/12/apuntes-divinos.html' title='Apuntes divinos'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-8671644603567839632</id><published>2008-12-03T17:27:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:04:38.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'>Intimem-se</title><content type='html'>Renego a vida.&lt;br /&gt;Abraço a morte.&lt;br /&gt;Entre, passe bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoridades &lt;br /&gt;grandiloquentes em sua estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordaça a todos os que estão presos&lt;br /&gt;As chamas e a perdição, merecimento apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendo aos pedidos de sucumbência.&lt;br /&gt;Perca você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhe a volta do mundo&lt;br /&gt;Rosne seus motivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invejável é a sua incompetência&lt;br /&gt;Reluzente sua incapacidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam a todos:&lt;br /&gt;Intimados estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestem os esclarecimentos&lt;br /&gt;da sua ignorância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão caminhando ao topo do abismo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-8671644603567839632?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/8671644603567839632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=8671644603567839632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8671644603567839632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/8671644603567839632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/12/intimem-se.html' title='Intimem-se'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-3171909545353824438</id><published>2008-11-16T00:01:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:14:56.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Eis que há</title><content type='html'>Estamos em obra - na minha casa, eu digo.&lt;br /&gt;E foi assim que descobri uma coisa: minha casa é casa de passarinho.&lt;br /&gt;A parede não vai ser derrubada. Meu pai já avisou.&lt;br /&gt;Mas pq?&lt;br /&gt;Pq existe um ninho. Com filhotinhos que piam alto feito uma estrela!&lt;br /&gt;A parede fica ali. Já está decido.&lt;br /&gt;E há excursões. Para vê-los.&lt;br /&gt;Levamos as visitas. Ficamos sentados do lado. Ouvindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ninho. A gente para a obra até eles crescerem.&lt;br /&gt;Tomara que façam um ninho no meu peito e eu os leve pra sempre no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu pai já disse: essa parede não derrubam.&lt;br /&gt;Há um ninho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-3171909545353824438?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/3171909545353824438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=3171909545353824438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3171909545353824438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/3171909545353824438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/11/eis-que-h.html' title='Eis que há'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-7882143797674043482</id><published>2008-11-10T22:06:00.000-02:00</published><updated>2009-04-17T20:15:25.318-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brisa'/><title type='text'>Corre dentro</title><content type='html'>Chegue logo, ônibus.&lt;br /&gt;Percorra o meu caminho.&lt;br /&gt;Leve-me. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embale &lt;br /&gt;e &lt;br /&gt;corra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corra comigo dentro, porque hoje é dia de comemoração e tenho pressa em chegar.&lt;br /&gt;Quero braços, abraços.&lt;br /&gt;Cheiro de alegria.&lt;br /&gt;Corra logo, como quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corra mundo. Estradas, cortem-se.&lt;br /&gt;Avenidas, diminuam!&lt;br /&gt;Quero braços e abraços. Cheiro de alegria.&lt;br /&gt;Corra mundo, percorra suas emoções.&lt;br /&gt;Lembre como é bom ter amigos e quão feliz é festejar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-7882143797674043482?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/7882143797674043482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=7882143797674043482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7882143797674043482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/7882143797674043482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/11/corre-dentro.html' title='Corre dentro'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4259705308177578349</id><published>2008-11-07T18:02:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T21:39:54.431-02:00</updated><title type='text'>O homem da colina</title><content type='html'>Quando não dizemos nada, há muito o que se fazer. Há de se sentir, de sofrer, morrer quantas vezes for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um homem, ele era alto como a colina, distante como o luar. Imponente observava as redondezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falava, não gemia. Não era o que era, nem o que fosse.&lt;br /&gt;Não falava, não gemia. Era tanta coisa que tornou-se em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imponente na colina. Homem cheio de dores, daqueles que chora sem lágrimas e ama sem gastar tempo.&lt;br /&gt;Ele era vivo, mas ninguém percebera, era rebelde de uma revolução remota.&lt;br /&gt;Houve uma era em que gemeu, chorou: gastando tempo, &lt;br /&gt;.                                           .amores,&lt;br /&gt;.                                           .revoluções &lt;br /&gt;.                                            .e ódio.&lt;br /&gt;Era um homem de calças coloridas, blusa desgastada, sem medos ou rancor.&lt;br /&gt;Houvera uma mulher insubmissa e forte. Ela era sua boca, ..seus sussuros, &lt;br /&gt;..seu amor.&lt;br /&gt;Com ela estava o seu coração.&lt;br /&gt;Então ela se foi: fraca, prostrada.&lt;br /&gt;Não há como expressar a morte de alguém tão nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se tornou um homem na colina: imponente, forte, sem gemidos ou pranto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4259705308177578349?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/4259705308177578349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=4259705308177578349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4259705308177578349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4259705308177578349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/11/o-homem-da-colina.html' title='O homem da colina'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-1701772421869113310</id><published>2008-11-03T00:31:00.000-02:00</published><updated>2008-11-03T00:32:10.270-02:00</updated><title type='text'>Um título com medo.. Ana Peluso</title><content type='html'>Medo. Medo de escrever e não sair nada. Não rimar condão com fada. Não confrontar a metáfora com a ênclise, atrás da porta que acabei de grafar. Medo do til ter medo de altura, e transformar meu ão em um monossilábico ao, com a redução do o a u, uma semivogal. Medo do i não aceitar o pingo, e ao lado de um zero, formar uma facção de códigos binários. Medo do ar não entrar pelo fonema, e este nunca sair nasal. Medo do texto atonal. Medo da falta de rimas métricas e assimétricas. Medo de sequestro de letras. Do papel em branco. Medo do silêncio do teclado. Do estado hiperbólico das sentenças. Morrer de medo. Estar aquém de um grande verso. Medo do reverso da poética. A metálica forma do medo. Medo de escrever plástico só por sua acepção. Medo das crases. Dos acentos circunflexos, por não existirem os circônflacos. Medo dos flancos do dois pontos. Medo do assombro sem exclamação. Medo do não com ponto final. Do mal uso da cedilha. Das filhas da letra ésse quando se unem aos verbos. Do que fazem com eles. Medo da interrogação. Medo de títulos e epígrafes. Medo de gafes. Medo da origem das palavras. Se nascem mortas de medo. Medo das línguas esquecidas serem as mesmas das quais me lembro. Medo de abuso do texto. Do limite de linhas. Dos rodapés e rubricas. Medo que o trema não seja nunca mais utilizado. E com ele vá-se embora toda a intriga. Medo da falta de idéias. Ou do extremo oposto. Algumas delas ressurgirem do esquecimento para o repetido uso. Medo do p e b mudos. Do hífen do contra-ataque da curva dramática de um texto. Do abandono entre parênteses das reticências por medo. Medo do travessão e da vírgula. Do narrador e da terceira pessoa. Do protagonista. Do epílogo. De uma frase sair à toa. Medo de assinar o final do texto. Da confissão do confuso. Do mal hábito de sentir tudo muito absurdo. E saltar. Soltar a folha cheia de medos por cima do resto do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-1701772421869113310?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/1701772421869113310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=1701772421869113310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1701772421869113310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/1701772421869113310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/11/um-ttulo-com-medo-ana-peluso.html' title='Um título com medo.. Ana Peluso'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-4886254886605665722</id><published>2008-11-02T22:22:00.001-02:00</published><updated>2009-04-17T20:02:22.533-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gostados'/><title type='text'>A história de um olho só</title><content type='html'>Explodi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E virei estilhaço de mim.&lt;br /&gt;Eu tinha um corpo inteiro, uma vida completa, tudo nos conformes...mas é que tive uns probleminhas. Briga forte, daquelas de matar pra morrer, pois foi assim que voei pelos ares.&lt;br /&gt;Não sei, nem imagino, onde meus pedaços foram parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei criatura informe. Estilhaço de corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei olho. Podia ser dente, umbigo. Mas o estilhaço que se manteve grudado na minha alma foi o olho.&lt;br /&gt;E como eu vejo coisas! Vejo o céu, o mar e tudo mais.&lt;br /&gt;Admito, entretanto, que me vem um pensamento dentro da minha íris: de que adianta olho, se não pode sorrir com o que se vê? Porque eu sinto, sim, continuo sentindo. Olho sente, ora essa. Eu sinto falta do meu corpo, de outros corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro não reclamar. Até porque, se olho não tem boca, é justamente para não virar reclamão.&lt;br /&gt;O ruim é que olho sozinho só sabe se expressar de um jeito: lacrimejando. Ando muito chorador, molhando todo meu globo ocular, ma falta de um rosto de verdade.&lt;br /&gt;Muito choro pesa a alma. Estou vivendo assim meio encharcado dessa única função: olhar-chorar.&lt;br /&gt;Até tem beleza no olho, porém, não nele sozinho. Ninguém fica feliz de encontrar um olho na areia da praia ou boiando num rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o dilema.&lt;br /&gt;O dilema de um olho só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe a ambiguidade. É proposital, porque agora só vivo disso mesmo...insinuações, olhares.&lt;br /&gt;Nem cílio! Nem cílio tenho mais.&lt;br /&gt;Estilhaço, como estava dizendo. Pedi a uma mão para escrevinhar o que eu exprimia estático. A mão emprestada sentia tudo pela vibração da retina. Porque piscar também não posso. Porque eu mesmo não pisco. Eu vivo de ser imóvel e contemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu soubesse que isso ia acontecer, pedia a Deus pernas. Pelo menos tinha a opção de me lançar no abismo, ainda que não seja muito adepto ao suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão cansada já. Ô vida essa.&lt;br /&gt;Não vamos reclamar.&lt;br /&gt;Bem, é isso. A gente se vê. Eu sou uma pessoa de um olho só. Castanho. Você vai me reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer foi meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-4886254886605665722?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/4886254886605665722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=4886254886605665722' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4886254886605665722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/4886254886605665722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='A história de um olho só'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2591785512581053384</id><published>2008-10-29T22:05:00.000-02:00</published><updated>2009-04-19T15:26:10.420-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasgo'/><title type='text'></title><content type='html'>São meus pés que movem os mundos. É a resistência contra o chão que produz o giro.&lt;br /&gt;Terra rodando porque eu corro, porque é avante o meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem toda música é samba, nem toda música é rock.&lt;br /&gt;Existe música minha, existe música&lt;br /&gt;no povo;&lt;br /&gt;no poço;&lt;br /&gt;no podre. No podre há canção. Canções putrefeitas.&lt;br /&gt;O sibilar dos muros: é música. O carroar dos carros: canção.&lt;br /&gt;Cantem todos o movimento do sangue. Batuques e percussão do peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2591785512581053384?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2591785512581053384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2591785512581053384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2591785512581053384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2591785512581053384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/11/so-meus-ps-quem-movem-os-mundos.html' title=''/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2780380706083220720.post-2812134516015687392</id><published>2008-10-24T01:29:00.000-02:00</published><updated>2008-10-24T01:42:03.739-02:00</updated><title type='text'>o doido da garrafa    : adriana falcão :</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_r8LiXfPwpgQ/SQFDKpCzZTI/AAAAAAAAADA/AP3OlzjcHYE/s1600-h/2184300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 393px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_r8LiXfPwpgQ/SQFDKpCzZTI/AAAAAAAAADA/AP3OlzjcHYE/s400/2184300.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260559689840813362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Uai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas. De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecia mitologia a fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditava no amor, mas tinha vergonha da frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes falava sozinho, Preferia tristeza à agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir.) Enquanto andava, repetia dentro da cabeÇa incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor idéia da razão pela qual fazia isso.&lt;br /&gt;Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do ano ia trocar de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era excelente chefe de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2780380706083220720-2812134516015687392?l=vivitrola.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vivitrola.blogspot.com/feeds/2812134516015687392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2780380706083220720&amp;postID=2812134516015687392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2812134516015687392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2780380706083220720/posts/default/2812134516015687392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vivitrola.blogspot.com/2008/10/o-doido-da-garrafa-adriana-falco.html' title='o doido da garrafa    : adriana falcão :'/><author><name>vitrola</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10921488874052086253</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_r8LiXfPwpgQ/SQFDKpCzZTI/AAAAAAAAADA/AP3OlzjcHYE/s72-c/2184300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
