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19.6.09

Caminho

Será glorioso o caminho do mar e serão de nuvens as pontes entre os rios.
Louve-se! Ao Deus Supremo e extremoso, poderoso e exaltado seja. Que as bocas proclamem paz infinita e que respiremos Sua Luz. Deus transtorna o mal e reafirma o bem. Consome nossos medos e constrói-nos seguros. Deus de leve como pluma me faz ventaniar tranquilidade.
Mesmo quando meus olhos são fechados pela escuridão e a dor toma conta dos meus sentidos. Mesmo quando meus sonhos pendem informes e desesperançados. Mesmo com a morte de tudo o que vive em mim. Ainda há uma chama. Uma picada. Uma redenção calma e divina.
Dança suave do celeste em mim. Passos macios sobre o céu.
O justo está confiado como um filho de leão. Intrépido. Forte.

Com desastres e guerras sem fim, reina a paz infinita e glorioso e inenarrável caminho para o mar. Desde o começo e para sempre.

13.6.09

Inter

Intergaláctico
Internauta
Interpela
Interfase

Entre

Inter.agindo. Interino.
Nessa fome de Deus, que almocemos o outro. E nessa dança doce, contaminemos o próximo.

E indo nos vamos, intercambiando. Inter.cabendo.

Que façamos uma mesma prece, falando assim:

Que entre nós escorra amor
até que transbordemos todos os potes
e enchamos o mundo

Que entre nós haja tanta ternura
que nos transformemos todos em sorrisos:
sementes de paz, fagulhas de luz

E que haja tanto céu em nosso peito.
E que haja tanto Jesus em nossos olhos.
E que haja tanto suspiro de alegria.

De maneira a vermos interfaces convertidas
Interesses tranformados
Interesperança mútua.

Que deixemos Jesus ser o redentor
E a salvação ser completa
Sem pesares, nem sonecas, nem desastres

Que decididamente vejamos o Cristo brilhar
Iluminando a pobres pecadores
Nós. Eles. Ambos.

Que sejamos maioria
Mesmo que em menor número
Andemos dados às mãos
Unidos. Bonitos. Louvantes

Que todo desespero seja extirpado
E que haja enxerto:
De força e tranqüilidade

Interação tua em nós. InterDeus.
Entre nós. Entre, Deus.

24.4.09

Grude

No dia em que se morre a desgraça, há um lamúrio de tristeza. Todos os pensamentos exitam em afobar-se. Até o coração trocar seus trajes, demora. Muito tempo até que se reacendam os olhos. Acostumados com a marcha fúnebre de mortes alheias.

Ontem apunhalei meia dúzia de desesperanças. Suei, sujei-me com seus dejetos.
Olhei para o pessimismo restante, ameacei-o.
Bradei dentro do meu peito: "venha e lhe mato de alegria".

Quando morre algum sonho em mim, eu enterro. Rego e espero nascer a árvore. E assim, ainda morto, me serve de alimento.
Quando sou quem morre, espero pela minha ressurreição. Afoita, revivo, renasço.
Compactuei com Deus que seremos felizes ainda que a felicidade fuja. Não nos amofinaremos por esperar boas circunstâncias. Combinamos de navegar juntos. E é tanto céu que existe nEle, que morro de eternidade.

Assusta demais. Sorriso fácil. Gargalhadas esparramadas pelo mundo.
Quase libertino. Quase infame.
Se pactos pudessem ser quebrados. Se não tivesse sangue envolvido no negócio. Se o contrato não fosse tão vinculante. Até que eu tentaria. Me apegar ao desespero, ensaiar cenas deselegantes.

Porém, é caso perdido. É assunto encerrado: a paz grudou em mim e agora vivo embebida em bondade.

14.4.09

Mestre-Deus

Passeando por entre palavras ditosas, vi Deus estampado em parábolas. Rodopiei meus olhos por entre vocábulos e achei alimento e achei bondade.
Percebi Jesus-Deus e enxerguei sem ver nada. Não por ser escuro, mas porque luz demais lustra a alma e faz tremilicar. E nesse tremilique de espírito: chamado de temor, tremor; eis que meu mundo girou com um sentido a mais.
Sentido de quem dorme, mas não vacila; de quem cansa, mas não pára. Segurança de quem morre, mas ressurge. E por mais que a Cristandade ficasse perplexa, o próprio Cristo não deixou de ser aborrecido, cansado e abatido. E o próprio Jesus foi traído, rasgado e humilhado. E o próprio Emanuel se compadeceu de quem o extirpava do coração.
Deus é assim mesmo: se ira com imensa compaixão e mata o celestial para salvar-nos, profanos. Porque Deus se joga na lama e permanece majestoso e puro. Faz brilhar esperança nos desgraçados. Deus é todo cheio de páscoa e natal. Cheio de remissão e oportunidades.
Deus é um tanto extravagante.

29.3.09

Poesia

Você andou me perguntando quando iremos gritar poesias e lhe digo: Agora e para sempre! Para os oito cantos do Universo e por toda eternidade brademos com força: Cristo vive e reina em nós.
Aleluia, pois cantemos.

Alma bonita e flutuante. Deus macio e de paz bondosa.
Remissão da podridão que fomos.

Vamos cantar poesias: pouso perene de Deus em nosso peito.